quarta-feira, 5 de julho de 2017

SETE LIÇÕES DE VIDA E EMPREENDEDORISMO NO FILME CHEF

Texto de Douglas Xavier
09 de julho de 2016
Publicado em Linkedin

De um bom filme podemos sempre tirar algumas lições para a vida e até ideias para empreender. Melhor ainda quando essas lições e insights vêm acompanhados de deliciosas gargalhadas. Um filme que segue bem essa receita é Chef (2014), escrito, dirigido e encenado por Jon Favreau, no papel de expert gastronômico que se torna dono de um food truck. Somam ao elenco celebridades como Scarlett Johansson, Dustin Hoffman, Robert Downey Jr. e Sofía Vergara.  Além de divertido, com uma narrativa dinâmica e ao mesmo tempo suave, é um filme para se ver em família, pois tem como pano de fundo a relação entre pai e filho, no contexto pós-separação conjugal. Mas o principal mote do longa é o empreendedorismo por necessidade, aliado à inovação.

E quais as lições que aprendemos com Chef? Elenquei abaixo as 7 principais que você deve observar e sobre as quais deve refletir quando assistir.

 1. Quem faz sempre o mesmo permanece no mesmo lugar
Vice-versa. Estar no mesmo lugar é não sair da zona de conforto. E estar na zona de conforto é não inovar. Entregar sempre o mesmo produto não é diferencial de negócio algum. Se anos atrás, seu produto foi uma grandeinovação para o mercado, hoje já não é. Não dá para vendê-lo como se fosse. Qualquer inovação tem prazo de validade. E quem não continua inovando não sai do lugar. Tome como exemplo o dono do restaurante onde o chef Carl trabalha. Sua postura é absolutamente conservadora, do tipo que diz “em time que está ganhando não se mexe”, levando seu talentoso chef a ser medíocre quando poderia ser brilhante.

2. Se você pensa além, faça e vá além
Carl já havia sido reconhecido como um chef brilhante, no entanto segue as diretrizes do seu empregador, de perfil conservador e controlador. Na verdade, diferente deste, o espírito de Carl é de empreendedorismo e inovação por natureza, mas ele é podado pelo seu chefe. Vendo a situação desse personagem, vale perguntar: por que continuar a dedicar seu tempo num trabalho que não oferece a liberdade que você gostaria de ter para criar, experimentar e fazer coisas novas e fantásticas? Se você pensa além, mas seu chefe não, você está no lugar errado.

3. Aceite as críticas e tire proveito da situação
Para qualquer coisa que façamos, as críticas virão. É bom ouvir críticas? Acredito que ninguém afirme que sim. Mas é importante? Com certeza. Às vezes, é bem verdade que os críticos de jornais e revistas exageram. Mas por que não tirar proveito para aprender e surpreender? E nunca, em hipótese alguma, entre em bate-boca com aqueles que te criticam, especialmente na internet.

  4.   A necessidade e a oportunidade sempre se encontram em alguma esquina
A oportunidade sempre esteve ali batendo na porta, mas Carl não quis aceitá-la. Sua ex-esposa sempre o sugere criar seu próprio food truck, mas ele desconsidera a ideia. Até que a necessidade, diante de uma situação de desemprego, fala mais alto e ele une essa necessidade à oportunidade e inicia um negócio que logo se torna um grande sucesso. O food truck é bem comum nos Estados Unidos, e no Brasil tem se popularizado rapidamente nos últimos anos. É um modelo de negócio prático, móvel, que atrai bastante público e retorno financeiro. Isso com uma boa divulgação, claro. E é nesse ponto que entramos a seguir.

 5. Divulgue-se! A internet está aí para isso
Não precisa muito para se fazer visto e encontrado na internet. Mas é preciso saber se comunicar com o público-alvo. No filme, é Percy, o filho do chef Carl, quem proativamente cria perfis no Twitter e outras mídias sociais para divulgar as próximas cidades de parada do food truck, chamando os habitantes e turistas para saborearem os seus sanduíches. Claro que, na vida real, por mais que seu filho (ou sobrinho) seja high tech, expert em devices e social media, o ideal é profissionalizar essa comunicação, inclusive para não informar apenas, mas para atender o cliente que entra em contato, além de responder feedbacks, sobretudo as reclamações, quando houver.

 6.  Faça as alianças estratégicas, usando a razão não só a emoção
Para surpresa de Carl e dos expectadores, o seu maior arqui-niimigo, ao reconhecer o potencial do negócio que o chef havia criado, se oferece para investir no empreendimento e abrir um grande restaurante em sociedade. O crítico, que no início do filme escreveu um review difícil de digerir a respeito do cardápio preparado por Carl, foi responsável pela crise na vida dele que abriu as portas para o empreendedorismo. Como disse lá no começo, saiba ouvir as críticas e tirar proveito. Por mais ácida que parecesse ser a análise inicial, o especialista apontava o chef como uma grande promessa logo nas suas primeiras linhas, mas ressaltando que ele tinha se tornado medíocre por fazer mais do mesmo sempre. O que Carl precisava era tomar as rédeas da sua carreira e investir no que sabia e gostava de fazer: cozinhar, criar pratos, atender bem seus clientes. O resto foi consequência. Há sempre quem esteja de olho e que possa estender a mão para parcerias.

 7. Trabalho, lazer e família não precisam estar dissociados

O trabalho que deixava Carl insatisfeito, diga-se de passagem, era o que tomava maior parte do seu tempo, fazendo com que ele não conseguisse dar a devida atenção ao seu filho, que vivia com a mãe e só podia aproveitar pouco tempo ao lado do pai. De repente, a reviravolta que sofre sua vida foi a oportunidade não só para criar um negócio seu, mas para se reaproximar do seu filho e viver uma nova história com ele, e até mesmo reconstruir um casamento que havia se desfeito, provavelmente em virtude das mesmas razões destacadas na crítica do especialista.