sexta-feira, 7 de julho de 2017

O BRASIL NÃO PODE RENUNCIAR A FILOSOFIA

No mesmo sentido, nossa filosofia acadêmica pode e deve correlacionar a noção de modernidade ocidental fundada em pressupostos e em desenvolvimentos próprios ao contexto eurocêntrico com as especificidades e condições de nossa constituição sociocultural periférica. Afinal, há todo um grande discurso filosófico-sociológico ou normativo-institucional da modernidade sobre si mesma, ao qual nos ligamos teoricamente em nossa academia, mas nos falta exatamente um discurso filosófico-sociológico próprio, por exemplo, ao colonialismo e desde ele, próprio ainda à periferização e desde ela. Isso nos permitiria, por um lado, confrontar de modo mais incisivo e realista o discurso filosófico-sociológico da modernização central sobre si mesma, inclusive sobre o modo como ela percebe e afirma o outro da modernidade, seu antípoda, bem como, por outro, desvelar, afirmar e desenvolver a nossa voz-práxis como periferia do processo de modernização.

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