sábado, 29 de julho de 2017

DUNKIRK: NÃO HÁ BELEZA NA GUERRA



Aviso: esta postagem contém revelações sobre o enredo.

Estreia nas telonas do país neste final de semana o trama histórico Dunkirk. O longa relata um episódio marcante da Segunda Guerra Mundial, onde soldados das tropas aliadas (ingleses e franceses) foram encurralados por alemães nas praias de Dunquerque, na França, e tiveram que ser evacuados através do Canal da Mancha, em barcos de pequenos pescadores.

Conta a história que a operação parecia impossível. Havia mais de 400 000 soldados no local, dos quais, em uma previsão considerada otimista, o primeiro-ministro Winston Churchill esperava resgatar apenas 45 mil. Com a ajuda de civis, além da cobertura das forças aéreas, 345 mil soldados foram salvos do local.

Não há beleza na guerra. A história é triste, relata o desespero pela vida. A frustração dos soldados e atos de sobrevivência a todo custo. O exército alemão não aparece efetivamente na tela, mas o teor de suas ações causam aflição ao longo do todo o filme. Foge da lógica do cinema comercial ocidental. Apresenta fatos e prende a respiração do espectador. Tiroteios, bombardeios e toda desumanidade de uma guerra são mostradas. Fatos históricos com personagens da ficção cinematográfica.

As cenas finais concluem com o grito de Churchill:

NUNCA NOS RENDEREMOS

Lutaremos nos mares e oceanos, lutaremos com espírito de confiança e força crescentes; defenderemos nossa ilha, não importa a que custo; lutaremos nas praias, lutaremos nas cabeças de praia, lutaremos nos campos e nas ruas, lutaremos nas colinas; nós nunca nos renderemos”. No longa, esse trecho é lido em um jornal por Fionn Whitehead. E

Daily Mirror, 5 de junho de 1942