domingo, 2 de julho de 2017

CHILE NÃO MERECEU SER CAMPEÃO

Pós-jogo

A minha primeira lembrança da seleção chilena em campo foi na patética participação dos vermelhos nas eliminatórias de 1990, quando do escândalo de Rojas no Maracanã e depois da tentativa de exclusão do Brasil da Copa da Itália. Depois daquele episódio tive o prazer de acompanhar outras situações interessantes e de bom futebol, mas não foi o caso de hoje. Afirmo com certa segurança que, apesar do resultado, esta seleção é a melhor de todos os tempos do país vizinho. Mas a Copa das Confederações e só uma competição teste, o que não pode ser levado muito a sério.

Os primeiros minutos do jogo fina foram extensão do hino nacional. O Chile com vontade de ir além do anunciado e a Alemanha numa postura pragmática. Enquanto o Chile sufocava a toda pressão, o time branco marcava numa linha de 6. Os dois meias abertos recuavam na cobertura. Entretanto a boa vontade chilena não foi páreo a obediência tática alemã. Até o primeiro gol, fora 8 finalizações chilenas contra uma alemã. Volume de jogo não é necessariamente volume de aproveitamento. E assim foi todo primeiro tempo.


O segundo tempo reinicia com a mesma lógica. O time do Chile com domínio de bola, mas sem chance clara de gol e noutro lado a Alemanha espera, espera e espera.  O que faltou ao Chile foi a presença de um atacante de peso que chame para si a reponsabilidade do jogo. A bola atravessava para todos os lados, mas sem eficiência e resultado. E nesse ir e vir de chutar o time vermelho provocou e irritou o adversário. Conduta já conhecida dos chilenos. Os alemães apenas fizeram o resultado e nada mais. A espera de um contra-ataque. Ao final virou pelada. E a Alemanha foi campeã.