domingo, 9 de abril de 2017

TÓPICOS PARA (re)PENSAR O ATAQUE AMERICANO A SÍRIA

Foto: Jornal do Comércio, 28 de abril de 2016, Aleppo, Síria.


Na última quinta-feira, 06, cheguei em casa por volta das 23hs e acompanhei as primeiras leituras nos noticiários da televisão. Dormi preocupado com a instabilidade apresentada. Não há beleza na Guerra. Ao despertar no dia seguinte, procurei, antes da jornada de trabalho, um olhar sobre tudo e vi que tudo não passou, de até então, uma ação específica. Com isso, ao longo do dia após a leitura de diversos jornais, de editorais diferentes, aponto alguns aspectos de reflexão:

- A ação de Trump, numa leitura rápida, mostrava-se contraditória. Numa campanha isolacionista buscou uma ação extrema saída para alavancar sua popularidade. Mas, é mais fácil tomar uma atitude estrema no Oriente Médio que no quintal de casa. Mais fácil soltar fogos que reformar o Obama's car.
- O ataque não fere a ideia de uma “América para os americanos”, pois pelo que vimos, não foi contínua, apenas um recado, de “somos ainda os Estados Unidos”.
- A popularidade de Trump, nos primeiros oitenta dias de governo, tem a avaliação mais baixa das últimas décadas. Uma medida de risco.
- Após os ataques, os discursos entre democratas e republicanos se entrecruzavam.
- A comunidade internacional, até então crítica de Trump, apresentou um discurso de coalização.
- Até hoje estamos procurando as armas químicas na Guerra do Iraque.
- O ataque americano não teve, e acredito que não terá, impactos profundos entre os conflitos existentes dentro da Síria. Lugar onde o inimigo do meu inimigo não se torna meu amigo.
- Alvo dos mísseis eram todas bases sírias, nenhuma russa, logo é um tanto ingênuo imaginar, como fiz, que haverá um conflito de proporções maiores. Talvez, seja até o momento, inteligente, dos Russos saírem do conflito, pensando numa estratégia macro-econômica. Afinal, o Kremlin imediatamente suspendeu suas ações em território sírio.
- Cessar a guerra, não apenas esta, significa fechar a torneira da indústria das armas que movimentam cifras incalculáveis. A quem interessa a indústria da guerra?

- 4 minutos duraram os bombardeios, segundo o Jornal El Pais.

Parece que o presidente falastrão usou da morte para autopromoção.