quarta-feira, 29 de março de 2017

QUANDO A PROPAGANDA É IMORAL



O problema moral envolvente os clubes passam também por aqui pelo que envolve a seleção da CBF.  A goleada do Brasil frente aos uruguaios esconde algumas coisas. A Ultrafarma usou o poder de investimento para apoiar “tudo sem contrapartida” a Prefeitura de SP. A empresa comprou 3 minutos de publicidade ao longo do jogo da eliminatório a favor da Prefeitura de São Paulo. O anúncio, segundo a assessoria de imprensa da prefeitura não teve gasto público foi tudo feito pela empresa que coincidentemente teve o prefeito anunciando nas mídias sociais um vídeo fazendo propaganda de vitaminas da Ultrafarma. Que mundo de entrelaçamentos? Tudo, segundo as partes, foi feito “sem contrapartida”. Sim, agora temos uma nova categoria de patrocínios, o “sem contrapartida”, e a televisão esportiva, diante do fato, se cala e assiste a propaganda sem ao menos denunciar e investigar as partes envolvidas. O show do esporte vai além das quatro linhas, mas preferimos trocar passes e discutir linhas de impedimentos, alienando-se cada vez e mais ao ponto de acreditar que quaisquer formas de disputa por interesses de transmissões são benéficas e lícitas.


Escrevo nas terças-feiras para o espaço Esporte e Mídia.