terça-feira, 21 de março de 2017

MAURO OVELHA CHEGA PARA SALVAR METRO


Em diversas situações de minha infância era chamado atenção por meio de susto. Aprendemos com susto. A atenção é chamada para voltar aos trilhos, tirar do conforto. Penso que esta foi a intenção da diretoria do Metropolitano com a troca de técnico. Com o time na zona de degola, sai Cersar Paulista e entra, pela terceira vez, Mauro Ovelha. Interessante olhar a história do Metropolitano, entra, vão e voltam sempre os mesmos nomes. Deste jeito não há susto para recolocar o time nos trilhos. Na somatória Mauro que já havia comandado o time no Estadual de 2006 e em 2010, em parte da Copa Santa Catarina e na Série D do Brasileiro acumulou 39 jogos e contabiliza 12 vitórias, 13 empates e 14 derrotas. Os números mostram que ele obteve apenas 41% de aproveitamento. Baixo para quem deseja permanecer na série A1.

O tempo agora é de lutar pela permanência. Depois disso a disputa pela Série D. E pelo visto, 2018 a quarta divisão parece um sonho distante. Pelos jogos que vi, este é a formação mais sonolenta do time. A queda me parece inevitável. Por ora, o susto fica apenas nas arquibancadas, a não ser que Ovelha promova uma revolução, coisa que não fez no Brusque em início de temporada.

Como treinador, Mauro Ovelha, levantou quatro taças, duas pelo Marcílio Dias (Copa Santa Catarina: 2007; Recopa Sul-Brasileira: 2007); esteve na Chapecoense (Campeonato Catarinense: 2011) participando no início da ascensão do time e a última pelo Brusque (Campeonato Catarinense - Série B: 2015).

Tive a oportunidade de cruzar com ele pelas calçadas de Blumenau já, mas não tive a melhor das impressões. As entrevistas muito diferentes de Cesar Paulista, secas, como se soubesse tudo de futebol e os outros nada. Torço pelo engano, mas prevejo que teremos, enquanto torcedores, longas semanas pela frente.

Amanhã, Ovelha estreia contra seu último clube: