sábado, 11 de fevereiro de 2017

EDUCAÇÃO CATÓLICA E A MISSÃO DA IGREJA


Humanizar a Educação

Nas palavras pronunciadas na ocasião, Francisco sublinhou para seus ouvintes que diante de um invasivo individualismo, é necessário "humanizar a educação", já que o atual sistema educativo torna os educandos humanamente pobres e culturalmente estéreis,  A Plenária, observou o Papa, é uma ocasião "para traçar as orientações dos futuros compromissos", a partir do documento conciliar Gravissimum Educationis. A Gravissimum Educationis é uma declaração sobre alguns princípios fundamentais da educação cristã nas escolas e que deverá ser relançada. Todos os educadores são chamados a "ajudar os jovens a serem construtores de um mundo mais solidário e pacífico". "As instituições católicas têm ainda mais a missão de oferecer horizontes abertos à transcendência", disse o Pontífice.

‘Trabalho da Escuta" - Semear Esperança

As novas gerações, disse Francisco, se "educadas de modo cristão ao diálogo, saberão "construir pontes" e "encontrar novas respostas aos muitos desafios do nosso tempo". A última expectativa evidenciada é aquela de que a educação saiba "semear a esperança": "Tenho certeza que os jovens de hoje têm muita necessidade dessa vida que constrói futuro. Por isso, o verdadeiro educador é como um pai e uma mãe que transmite uma vida capaz de futuro. Para ter essa atitude é preciso escutar os jovens: o ‘trabalho da escuta", propor-se a escutar os jovens!'". E, sobre esse ponto da escuta dos jovens, o Pontífice ainda afirmou: "Faremos isso no próximo Sínodo dos Bispos dedicado a eles". A educação, junto com a esperança, tem em comum a mesma "matéria do risco", finalizou Francisco: "A esperança não é um otimismo superficial, nem mesmo a capacidade de olhar as coisas amavelmente, mas, principalmente, saber arriscar no modo certo, como acontece com a própria educação". (JSG)

Agência Gaudim Press, Roma, 10 de fevereiro de 2017