quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

NÃO SE PODE DEIXAR A ÉTICA NAS MÃOS DOS POLÍTICOS

(Matilde Suárez)

A ética aparece como a premissa principal para prevenir a corrupção, porém, por onde começamos a falar de ética na vida pública? Buscamos repostas e estas e outras perguntas com Alejandro Llano Cifuentes, professor de Filosofia da Universidade de Navarra, Espanha.

Num debate monográfico sobre corrupção, não se falou uma palavra em si sobre ética. Após o debate, porém, se falou sobre ética pública e meios para combater a corrupção em qualquer lugar. Num curso da Escola Galega de Administração Pública em Santigo de Compostela, na aula inaugural professor filósofo Alejandro L. Cifuentes afirmou que a ética aparece como premissa principal para prevenir a corrupção, entretanto estes momentos, onde dá sensação que se tem esvaziado completamente dos conteúdos de ética da vida pública, de onde começamos para chegar a ética da vida pública?

O filósofo explicou que “se não há um comportamento ético, todo fogo é fumaça de palha”. E os políticos pensam que podem solucionar o problema, quando são eles que causam os problemas”.

Em sua opinião, o primeiro pedido aos políticos seria “saber algo de ética, algo que todo mundo sabe”. Como também assegurar que “a ética não se pode cair em mãos dos políticos, senão devem voltar as mãos dos cidadãos e das pessoas que demostram um comportamento reto. O problema está nos políticos”. Sobre a atitude dos cidadãos, diante deste problema, esta situação dificilmente mudará. “Para mudar é necessária uma mudança social promovida pelos cidadãos e os meios de ensino onde se tem ouvido os princípios da ética”.

Fonte:  http://cadenaser.com/programa/2014/11/27/la_ventana/1417100556_535067.html, 27 de novembro de 2014.  ESPAÑA