domingo, 8 de janeiro de 2017

CORINTHIANS JOGA SEM MIMIMI E AVANÇA NA COPINHA


O jogo pelo grupo 18, entre Taubaté e Corinthians foi o primeiro desta edição da Copa São Paulo Jr. que acompanhei. Um jogo entre duas equipes já classificadas para a segunda fase, poderia ser um jogo de compadres, mas não o foi. A copinha é sempre uma boa competição de entre-temporada do futebol brasileiro, porém, com o excessivo número de partícipes a qualidade técnica, das primeiras fases é sofrível demais, disparidades e goleadas. Além do mais, é o tipo de competição que há algo maior que o título em disputa, que é a revelação de novos jogadores, novas possibilidades e da inovação em campo. Além do mais, a dispartidade técnica da fase de grupos não é medição para a competição, como também o mata-morre deixa de lado, pois é resultado de noventa minutos e não o trabalho que está em pauta na ocasião. A competição carece de uma nova estratégia esportiva. Entendo que, apesar de acontecer em janeiro, é a competição que fecha o calendário da categoria, reunindo representantes de todos os cantos do país, justificando a aberração de cento e vinte clubes. Mas, mesmo assim, ele poderia ser melhor.

A torcida do Corinthians é muito chata. Em menos de dez minutos de jogo já havia alguns boca-de-mouse na arquibancada cornetando. É base, não profissional. A dinâmica de jogo é diferente. O adversário de hoje era outro, se comparado aos dois primeiros. Não há obrigação de resultados. Então, torna-se desnecessária a pressão sobre estes jogadores. Como também é desnecessário a atitude do árbitro em punir comemoração de jogador. Carlinhos, após o primeiro gol provocou a torcida que estava provocando-o. Tomou amarelo. Caberia ao juiz o cartão e não ao jogador. Carlinhos consegui marcar o gol, romper a zaga e ainda de quebra superar a pressão da torcida boboca e toma cartão. O gol é o momento de extravasar, da catarse absoluta, e a comemoração deve ser espontânea. O futebol business é chato demais. É preciso relevar a cobrança neste momento. Futebol é diferente de tênis, golf, ele é esporte de massa, de gritos, de euforia, da passionalidade. Não pode estar preso ao mimimi de árbitros mauricinhos. Chega de frescura. O futebol carece de entrevistas informais a beira do campo, de gracejos e de comemorações livres.

Se o homem do apito foi um engomadinho, pelo contrário, o Timãozinho deitou e rolou sobre o fraco-já-classificado Taubaté. Jogou um futebol alegre, com toque, firula, dribles, velocidade e muita ousadia. Um jogo agradável. O time da casa esbouçou um meio campo forte, mas lento, e diante desta característica, os jogadores do atual vice-campeão puderam imprimir um ritmo mais forte. Resultando na goleada. Além de melhor condição física, os jogadores do Corinthians conversam muito em campo. Uma boa comunicação resulta em condições de jogadas mais atraentes. Evidencia um bom comando tático. Na última quinzena de jogo, o time da casa aproveitou o desleixo corintiano e marcou duas vezes.

A copinha está experimentando seis substituições. Gostei da ideia. O futebol precisa explorar melhor o banco de jogadores. Ganha o elenco mais encorpado. Entretanto, um time mais fraco, pressupõe-se começar com os melhores, a medida que as substituições acontecem, o nível tente a enfraquecer. Deixa o jogo mais movimentado, porém, pior taticamente. Pros e contras. Mas no fundo acredito que tantas mudanças favoreça a equipe com melhor elenco.


Além deste, Operário/MS 3x2 Pinheiro/MA, fechou a chave que apresentou a seguinte classificação: 1. Corinthians 9 | 2. Taubaté 6 | 3. Operário 3 | 4. Pinheiro 0. Na próxima fase, Corinthians enfrentará o Mantigueira e o Taubaté terá um embate contra o Coritiba.