quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

O REI DAS COPAS


Antes do jogo, uma homenagem simples e significante que fez escorrer várias lágrimas. Infelizmente um fato, como a morte da Chapecoense, tenha um efeito imediato apenas. Os times já estão voltando ao seu foco umbilical. Não basta apenas estampar um escudo negro, é preciso mais, estampar uma atitude de conjunto, um pensamento de “liga”. Esta foi uma das raras vezes que o minuto de silêncio é de fato respeito. Talvez o seja, porque ele tem um significado que não seja banalizado, diferente de tantos outros.

Com a bola rolando o Galo começou melhor, porém, há espaços significativos para o contra-ataque gremista. Este tipo de jogo não interessa por conta do placar agregado. O que atrapalhou o desenrolar das jogadas do Atlético é o excesso de preciosidade, principalmente de Robinho. Maior velocidade poderia trazer os gols necessários. Mas não consegui fazer no primeiro tempo. O Grêmio está dentro de um formato onde a bola é jogada para o lado, sem muita objetividade e o Atlético paga o preço de uma troca de treinador. Ficou claro a limitação tática no primeiro tempo.


O segundo tempo está para o regulamento. O Grêmio jogou para não tomar gols e tentar ampliar. O Atlético, na ausência de um esquema mais ousado aceitou o domínio inteligente do adversário. O Galo ciscou, ciscou e só ciscou e assistiu o tricolor levantar a quinta taça.