sexta-feira, 18 de novembro de 2016

QUANDO NÃO SE SABE O CAMINHO, QUALQUER ESCOLHA É O CAMINHO

Aristóteles escreve que a verdadeira felicidade é construída no justo equilíbrio entre as forças. A descrição aristotélica está na construção do meio termo como uma proposta política para bem governar a cidade, ou um bom governo de si.

A felicidade é um bem, e o bem não é um meio para se atingir um objetivo. A felicidade não está na simples atividade de fazer algo ou não.

Segundo as palavras de Aristóteles “A felicidade, portanto, uma vez tendo sido considerada alguma coisa final (completa) e autossuficiente, é a finalidade visada por todas as ações. Afirmar, todavia, que o bem mais excelente é a felicidade parecerá provavelmente um truísmo. Ainda carecemos de uma avaliação mais explícita do que constitui a felicidade. É possível que possamos a ela chegar se determinarmos a função do ser humano, posto que se pensa que a excelência ou eficiência de um flautista, de um escultor, ou de um artesão de qualquer tipo e, em geral, de quem quer que tenha alguma função ou ocupação a desempenhar, resida nessa função; e, por analogia, é possível sustentar-se que o bem humano reside na função humana, no caso de o ser humano ter uma função”(1). Quando a felicidade é vista como um ponto, atitudes extremas, desmedidas, podem ser tomadas, pois as mesmas, no desiquilíbrio tendem a forma uma justa medida aristotélica.

Quando não se sabe o caminho qualquer escolha, é um caminho.

(1) Ética a Nicômaco.