quarta-feira, 9 de novembro de 2016

O PROBLEMA NÃO É BOLSONARO, E SIM SEUS SELVAGENS ELEITORES


A capa do tabloide inglês é fantástica.

No clima da eleição americana tomo emprestado um título e a reflexão de John Carlin, do jornal El País para pensar uma declaração que li de Bolsonaro nas mídias sociais hoje, 09 de novembro. O estúpido político brasileiro acredita que o país seguirá o mesmo caminho moralista que a sociedade americana escolheu. Temo por esta escolha. Um coquetel de ódio, preconceito, fascismo e diversas incoerências com as minorias. As políticas sociais tendem a desparecer diante da onda conservadora. Um processo febril. Tão febril que já é marca de uma doença ao ponto de justificar o uso da violência como forma de controle. Discursos inflamados de conservadorismo, distorcem os fatos e apresentam o que há de mais podre na sociedade atual: a miséria intelectual, uma prática tribal de política, nada racional. Não há virtude na violência. Não vejo problema no que Bolsonaro defende, mas vejo problema em seus seguidores que parecem desconhecer os riscos. Apoiar discursos deste tipo de direita nos repete a uma onda de políticos selvagens da década de 1930, e o resultado já sabemos. Eleitos descerebrados bradam e acreditam que a solução está na imposição, mas somente o fazem porque houve uma voz dissonante que gritasse por liberdade de expressão e vivencio diversos devires. Uma política de controle a partir da violência impede a autonomia.