sábado, 19 de novembro de 2016

CRISTÃOS LEIGOS E LEIGAS NA IGREJA E NA SOCIEDADE

Sal da terra e luz do mundo (Mateus 5,13-14

Material utilizado na Formação Comarcal de Catequistas, Comarca de Jaraguá do Sul, Paróquia Sagrado Coração de Jesus, Massaranduba, em 19 de novembro de 2016.



ORAÇÃO INICIAL:

Senhor nosso Deus,
Nós te agradecemos por esta reunião, por este reencontro, pela beleza das graças que, de graça, recebemos de Ti incessantemente.
Por Tua presença em nossas vidas, silenciosa, porém certa e constante.
Te agradecemos Senhor, porque, iluminados pelo Espírito Santo, estamos de alguma forma trabalhando na obra da construção do Teu reino, evangelizando e proclamando com fé que o Senhor Jesus é verdadeiramente o Messias que nos liberta, que nos salva, que nos faz irmãos e nos une em nossa pastoral.
Graças Vos damos porque, através de Teu Filho Jesus, Tu nos revelas que o mal se vence com a força do amor.
Fortaleça nossa fé e dá-nos um coração de verdadeiros discípulos: manso e humilde, com os ouvidos abertos à voz do Mestre, comprometidos com os valores que o Senhor Jesus viveu e ensinou. 
Que estejamos sempre prontos a proclamar com nossos lábios e ações a esperança que vem da vida, dádiva maior que recebemos de Ti.
Ajuda-nos Senhor, hoje e sempre, a prosseguir sorrindo, mesmo que a tristeza nos cerque.
A prosseguir perdoando, apesar de só enxergarmos o rancor.
A prosseguir confiando apesar das decepções.
A prosseguir apostando na vitória apesar das ameaças de fracasso.
A prosseguir perseguindo os acertos mesmo que só nos apontem nossos erros, que sabemos que são muitos.
A prosseguir ajudando mesmo que só ouçamos sobre a ingratidão.
A prosseguir acreditando na prosperidade mesmo só ouvindo falar de miséria.
A prosseguir acreditando na reconstrução por mais que só vejamos destruição.
A prosseguir semeando o bem mesmo que à nossa volta só se plante o mal.
Que prossigamos sempre na verdade por mais que só nos contem mentiras.
Que Teus filhos catequistas persigam os objetivos da catequese e valorizem cada vez mais o espírito de comunidade.
Tudo isso Te pedimos, Senhor, porque acreditamos em Ti. 
Porque prometeu nunca nos abandonar e tens sido fiel a esta promessa.
Glórias e louvores a Ti, Senhor.
Amém.


SANTOS LEIGOS



NOTA DA CNBB SOBRE A PEC 241
Brasília-DF, 27 de outubro de 2016
P –  Nº. 0698/16
NOTA DA CNBB SOBRE A PEC 241
“Não fazer os pobres participar dos próprios bens é roubá-los e tirar-lhes a vida.”
 (São João Crisóstomo, século IV)
O Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, reunido em Brasília-DF, dos dias 25 a 27 de outubro de 2016, manifesta sua posição a respeito da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241/2016, de autoria do Poder Executivo que, após ter sido aprovada na Câmara Federal, segue para tramitação no Senado Federal.
Apresentada como fórmula para alcançar o equilíbrio dos gastos públicos, a PEC 241 limita, a partir de 2017, as despesas primárias do Estado – educação, saúde, infraestrutura, segurança, funcionalismo e outros – criando um teto para essas mesmas despesas, a ser aplicado nos próximos vinte anos. Significa, na prática, que nenhum aumento real de investimento nas áreas primárias poderá ser feito durante duas décadas. No entanto, ela não menciona nenhum teto para despesas financeiras, como, por exemplo, o pagamento dos juros da dívida pública. Por que esse tratamento diferenciado? 
A PEC 241 é injusta e seletiva. Ela elege, para pagar a conta do descontrole dos gastos, os trabalhadores e os pobres, ou seja, aqueles que mais precisam do Estado para que seus direitos constitucionais sejam garantidos. Além disso, beneficia os detentores do capital financeiro, quando não coloca teto para o pagamento de juros, não taxa grandes fortunas e não propõe auditar a dívida pública.
A PEC 241 supervaloriza o mercado em detrimento do Estado. “O dinheiro deve servir e não governar! ” (Evangelii Gaudium, 58). Diante do risco de uma idolatria do mercado, a Doutrina Social da Igreja ressalta o limite e a incapacidade do mesmo em satisfazer as necessidades humanas que, por sua natureza, não são e não podem ser simples mercadorias (cf. Compêndio da Doutrina Social da Igreja, 349). 
A PEC 241 afronta a Constituição Cidadã de 1988. Ao tratar dos artigos 198 e 212, que garantem um limite mínimo de investimento nas áreas de saúde e educação, ela desconsidera a ordem constitucional. A partir de 2018, o montante assegurado para estas áreas terá um novo critério de correção que será a inflação e não mais a receita corrente líquida, como prescreve a Constituição Federal.
É possível reverter o caminho de aprovação dessa PEC, que precisa ser debatida de forma ampla e democrática. A mobilização popular e a sociedade civil organizada são fundamentais para superação da crise econômica e política. Pesa, neste momento, sobre o Senado Federal, a responsabilidade de dialogar amplamente com a sociedade a respeito das consequências da PEC 241.
A CNBB continuará acompanhando esse processo, colocando-se à disposição para a busca de uma solução que garanta o direito de todos e não onere os mais pobres.
Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, continue intercedendo pelo povo brasileiro. Deus nos abençoe!
Dom Sergio da Rocha
Arcebispo de Brasília
Presidente da CNBB
Dom Murilo S. R. Krieger, SCJ
Arcebispo de São Salvador da Bahia
Vice-Presidente da CNBB
Dom Leonardo Ulrich Steiner, OFM
Bispo Auxiliar de Brasília
Secretário-Geral da CNBB