terça-feira, 4 de outubro de 2016

UMA ELEIÇÃO SEM VENCEDORES

O voto não pode ser um instrumento de protesto. Ele está para uma escolha, ou melhor, para uma cessão. Cedo o meu direito de governar em favor de outrem para que o faça de acordo com o bem comum. Um modo de pensar eleição a partir de Rousseau. Isso não significa que a decisão da maioria seja a melhor ou a mais adequada, ela é apenas um acordo coletivo em torno de um nome, ou de uma proposta partidária, e nada mais.

Ao considerar o resultado por partido neste domingo fica claro a derrocada do PT, caindo de 644 prefeituras para 256 consolidadas e 7 disputadas de segundo turno. Entretanto, a queda vertiginosa não significou um aumento do PMDB, nem mesmo do PSDB que aumentara apenas 91 prefeituras, desproporcional a papagaida, ops, tucana, da imprensa de direita. O DEM vem em queda há várias eleições, mas o PSD não consegue ocupar este espaço. Muitos partidos aumentaram, ocupando o espaço do PT, mas este se faz a modo distribuído.  Faço exceção ao PC do B, que passou de 54 a 80, com mais 2 disputas de segundo turno, além do SD, PEN e do PROS que disputam o pleito municipal pela primeira vez. Quem ganhou, numa maneira geral foram os nanicos, além dos citados, acrescento o PHS e o PTN. Então, o registro está na queda do PT, mas os grandes não souberam ainda ocupar o espaço criado pelo discurso incisivo e sistemático de corrupção, associando-a erroneamente a único partido.

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