quarta-feira, 26 de outubro de 2016

OS BANCOS SERÃO NECESSÁRIOS NO FUTURO?

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Por Guilherme Horn (Estadao.com)

Não tenho dúvidas de que ele continuará existindo, porém o mundo digital trouxe duas novas formas de se lidar com os produtos e serviços: fragmentação e colaboração. A experiência do consumidor é fragmentada, como nunca havia sido antes da era digital. Tomemos o setor de turismo como exemplo. Antes íamos a uma agência de viagens e contratávamos todo o pacote: passagens, hotel, aluguel do carro, passeios, restaurantes, shows. Hoje, temos aplicativos e sites especializados, que nos permitem fazer escolhas muito mais personalizadas e a custos menores. E esta fragmentação pressupõe a colaboração entre as empresas. Para comprarmos a passagem aérea, por exemplo, utilizamos um agregador/comparador que nos mostra todas as opções de vôos e companhias aéreas. Para isso, usa informações em tempo real de todas as companhias aéreas.

Estas duas características do mundo digital, a fragmentação da experiência do consumidor e a colaboração entre as empresas, nos permitem entender um pouco melhor a visão de Bill Gates há 22 anos atrás [quando ele afirmou “Banking is essential. Banks not.” Numa tradução livre isto significaria algo como: os serviços bancários são essenciais; os bancos não.]. Pois elas já são uma realidade nos serviços financeiros.