segunda-feira, 17 de outubro de 2016

AGENCIAMENTOS MAQUÍNICOS




Inauguração virtual da Fan-page oficial do Prof. Albio Fabian Melchioretto

Criei uma página no Facebook para atividades escolares. Um espaço complementar para agregar informações e discussões às aulas, sem me preocupar com os elementos curriculares e tipologia das tarefas, um lugar para rizomar. Junto com isto, convidei a amiga Ellen Carla para desenhar a arte da capa. A obra de arte diz muito do que pretendo com o espaço.

A arte diz muito do que espero da relação de ensinar e aprender no Facebook. Construí minha dissertação usando um Grupo Fechado no Facebook, agora aventuro-me noutra experiência, a página. Nenhuma das duas formas é por si, própria para a escola, levo o que está construído nas paredes para o ciberespaço, ocasionando uma tentativa de ruptura. Entretanto quando a escola captura algo externo ainda o faz, ao modo escolar o que pode ser um limitador. O uso da fan-page não é a modo natural do Facebook, o uso pelos estudantes ainda está realizado ao modo escolar.

Este modo que é representado pelo homem-máquina. O homem maquinizado pela escola, reproduz conceitos, práticas e discursos. Mesmo assim, algumas peças se soltam, constroem uma ligação com o outro, e elas representam os estudantes, que de dentro da maquinaria escolar questionam, fazem nascer linhas de fugas, usam do mecanismo que lhes é apresentado para tecer questionamentos.


Tenho três objetivos com este novo espaço meta-escolar. O primeiro objetivo é disponibilizar uma rede de mobilidade para que as ricas discussões, que os estudantes apresentam, possam ultrapassar as grades da sala de aula. Caminhar para além a fim de contagiar outras pessoas. Da mesma forma como as peças soltas da figura de capa se apresentam. O segundo objetivo é um convite a rebeldia e a intervenção. Falas e diálogos podem estar limitados no espaço escolar e podem ganhar forma no ciberespaço. Daí o contorno das peças em forma de ser humano. Dar forma a máquina, mas uma máquina que tem consciência que é máquina, e assim sensibilidade toma forma de gente e não-de-máquina. O último objetivo é ser um espaço de provocações. As cores da engrenagem são diferentes, as provocações despertam novas ideias, um confronte de pensamentos que dialeticamente podem constituir novas leituras.