sábado, 29 de outubro de 2016

A INDIFERENÇA NÃO PODE VIRAR HÁBITO


Vivemos a cultura da indiferença. E cada vez que ouço falar deste tema, lembro-me de Hannah Arendt. O sentimento de indiferença nos leva a maldade. Hoje, na igreja, vivenciamos um teatro de imersão, onde um personagem de bêbado invadiu a reunião. Tinha ele a intenção de sensibilizar as pessoas para os malefícios do álcool. O problema é que a assembleia simplesmente ignorou o personagem, mesmo diante das intervenções dele, das falas inoportunas. Na hora do almoço, ficou num canto, a escanteio. Aqui mora uma grande maldade. A indiferença é ruim porque ela nos faz ignorar qualquer intervenção ao ponto de impedir a sensibilidade. Não sentir a necessidade do outro é distanciar-se daquilo que nos torna humanos.  Ignorar é a origem da maldade.