sábado, 22 de outubro de 2016

A BANCADA É COISA DO CAPETA

O editorial do Le Monde Diplomitique, de 15 de outubro, fez uma leitura das eleições-16 diferente daquela apresentada pelos canais de notícias. A um alerta sobre a onda conservadora das eleições de candidatos evangélicos. O problema não está na prática religiosa dos eleitos no pleito, mas no fundamentalismo que esta prática evidencia. A Constituições de 1988 é avançada diante de discursos de retração da infâmia que conduz a bancada evangélica. Estes, que assim se denominam, o fazem a partir da política da intolerância, negando a coletividade. Quando lhes faltam argumentos plausíveis diante da impotência humana usam do sobrenatural como justificativa. Aqui mora o perigo, pois a partir da sobrenaturalização nossas ações permanecem apenas num dualismo entre bem e mal. Justificam a ação de um Salvador a partir da ação de Demônio. Mas a criação do mal, esconde em si mesmo interesses que ferem a dignidade. Defender a escola sem partido; políticas de hostilização aos homossexuais; minimização do papel feminino (a bancada evangélica é predominantemente masculina!) e o discurso de salvação me causam medo, a sociedade é plural. O fundamentalismo causam reações adversas e temerárias. Caminhamos a passos largos a um discurso de conservadorismo ignorando os perigos que ele cerca.

A bancada evangélica não é coisa do capeta, mas uma prática de desvalorização dos direitos humanos é inaceitável.

 

Sugestão de leitura:

Le Monde Diplomatique Brasil

Onda Conservadora

por Sílvio Caccia Bavia