segunda-feira, 29 de agosto de 2016

TOMEI UMA BARLEY WINE SOB CONTENSTAÇÃO DE DANIEL DENNET


Baco, cerveja, vinho, Barley Wine, fiquei confuso.

No momento que você colocar as mãos numa garrafa Barley Wayne, ela já estará envelhecendo há pelo menos três meses. Guarde algumas para o próximo ano, e elas ficarão ainda melhores. Mas, se quiser ver mudanças drásticas em minutos, olhe ao redor do bar enquanto estiver bebendo uma delas. Todo mundo vai ficar mais atraente em cada gole (LAWRANCE, Matt. Filosofia de Botequim, São Paulo: Editora Alaúde, 2012, p. 34).

Cara, forte e velha. Comprei um exemplar da segunda produção da cervejaria Tupiniquim. Optei pela nacional por conta da diferença de preço com as importadas, 4 vezes o valor. Como não conhecia o estilo, fui pela mais barata. A primeira experiência não foi agradável. Ao ler Consciousness Explained de Daniel Dennet, não fiquei convencido de nova experimentação. Talvez devesse guarda-las. Ao meu redor nada ficou mais atraente, apenas girando, girando e girando. Uma cerveja forte. Talvez a loucura não seja de Baco, mas de seus comensais.

Se para Dennet não há um centro de experiência consciente e a percepção está em fluxos, a lembrança atualizada não me faz desejar um novo fluxo.

LEITURA indicada:
DENNETT, Daniel. Consciousness explained. Boston: Little Brown, 1991