terça-feira, 12 de julho de 2016

FUTEBOL COMO CLAUSTRO

No início do clássico, o suplente santista Elano, delatou (sem premiação) o auxiliar Cuquinha do Palmeiras por uso indevido do Celular. A regra estapafúrdia do brasileirão impede que a comissão técnica utilize o celular ao longo do jogo. Logo, sem acesso ao Première Play. O futebol vive de retrocessos ignorando os recursos digitais. O ciberespaço pode oferecer dados, estatísticas, interpretações de jogo que vão além de replays tendenciosos do pay-per-view e uma prancheta a moda Joel Santana. O futebol não pode render-se ao claustro. Tudo que serve para fechar cria barreiras e impede o avanço. O esporte não pode ser uma disputa de monges num pátio de mosteiro, mas deveria abrir as portas da tecnologia para tornar-se mais competitivo. O limite do analógico faz mal ao desenvolvimento do esporte. Os clubes que já entenderam que dados e estatísticas fazem parte da gestão tem um resultado diferente, quem ainda não, aproxima-se do amadorismo. A profissionalização passa na construção do jogo e na aceitação da tecnologia no momento exato das ações, não apenas para minimizar os erros dos árbitros. A tecnologia vai além das linhas que cercam o campo.