segunda-feira, 20 de junho de 2016

PARA QUÊ FAIR PLAY?


Fair play, jogo limpo. A expressão nasceu durante ainda a primeira olímpiada do tempo moderno, idealizada pelo Barão de Coubertin. O conceito me fez pensar na questão da ética no esporte. No futebol não há a regra do jogo limpo, apenas um acordo entre cavalheiros, mesmo no jogo inóspito. Nele, a ideia de ética está ultrapassando os limites do bom senso. O jogador faz cera e alguém exige fair play, praticamente uma trapaça. Há alguns dias, o treinador português Paulo Bento (Cruzeiro), soltou poucas e boas. Gaiatos caem no chão e impedem o adversário e prosseguir e levam vantagem. Desde quando isto é fair play? Falo tudo isso, por conta de um lance do referido jogo do chineisão. Foi o jogo de transmissão do Bandsports. Um jogador do Yanbian, no final do jogo, diante do ataque do time de Felipão, simula câimbras. O atacante Ricardo Goulart, domina a bola e toca para Yu Hanchao que vem de traz. O chinês acertou um chute de fora da área convertendo o chutão em belo gol. Segundos depois, o jogador do time da casa, volta ao gramado como se nada tivesse acontecido. Neste caso, se a moda ridícula do fair play excessivo fosse considerada, haveria uma mudança significativa de placar. Não estou defendendo pancadaria e sim o jogo limpo de fato. Limpo para os dois lados. Pelos vistos, a malandragem e o jeitinho está fazendo muito chinês abrir os olhos.

Ou será que Ricardo Goulart foi malandro?

CLASSIFICAÇÃO DO CAMP. CHINÊS: 1. Guanghzou Evergrande 33 pontos | 2. Hebei China 30 pontos | 3. Jiangsu Suning 29 pontos | 17. Yanbian Fude 13 pontos.