segunda-feira, 13 de junho de 2016

7X1 PARA ALEMANHA SÓ FOI O COMEÇO

Reflexões do dia seguinte.

Não chegamos ao fundo do poço. A vexatória goleada nas semifinais da Copa do Mundo foi apenas o começo.

Quando leio da tristeza do Uruguai do Maracanã de 1950 eu vejo sentimento de amor a seleção. Naqueles relatos há um sonho que caia diante de um estádio lotado e uma esperança em vencer. Vencer o Uruguai era vencer o todo poderoso campeão mundial e bí-olímpico. Bem diferente do que temos hoje. Os colegas de futebol que conversei hoje, um descaso completo pelo jogo de ontem e uma indiferença pela eliminação de ontem. A seleção não traz esperança, não traz gosto de olhar o futebol e vontade de torcer para tornar-se uma grande protagonista. A derrota para a Alemanha foi apenas o começo... começo da destruição de um sonho de rever o futebol arte de outrora.

Fora Dunga? Talvez. Sempre o critiquei, mas de que adianta trocar o treinador se o sistema permanece o mesmo? Aquele que vai avaliar a coordenação da seleção nem sequer viaja para acompanha-la e é defensor de um modelo de futebol que nada acrescenta, senão o desmoronamento de uma história de conquistas (de campo). A primeira reforma que urge no futebol deve ser da gestão.

Gilmar Rinaldi, ainda consegue ver algo de positivo numa desclassificação num grupo com Haiti, Equador e Peru? Aliás, nenhum deles tem estrelas sobre o escudo...

Esporte e Mídia:
Na coluna de hoje no Esporte e Mídia falou do livro de Miguel Enrique Stédile, dos números da audiência dos canais esportivos e da Band.

Escrevo nas segundas-feiras para o espaço Esporte e Mídia.