sábado, 28 de maio de 2016

CRÍTICA AO FILME "O HOMEM IRRACIONAL"


Aviso: esta postagem contém revelações sobre o enredo.

Abe Lucas, professor especialista em Kant que chega a uma nova faculdade, precedido pela fama de iconoclasta e antissocial, que não demora a se confirmar. Envolve-se emocionalmente com uma colega professora e com uma aluna, nada kantiano em decisões de ordem moral. Ao longo do roteiro fica obcecado pela ideia de cometer um crime perfeito. Traz uma série de citações filosóficas sem aprofundar nenhuma, grande pecado do filme: Søren Kierkegaard, Edmund Husserl, Simone de Beauvoir e Sartre, e navega entre passagens por Dostoievski. Apenas citações, tratando-se de um professor filósofo, esperava, pelo menos decisões pautadas por decisões racionais e argumentadas sob luz dos filósofos mencionados, porém, a história dirigida por Wood Allen mostra que o título é justificado pelos fracos diálogos. Além da ausência filosófica há problemas como o desaparecimento e ressurgimento do namorado de Emma Stone e a perda paulatina de importância que a personagem de Parker Posey sofre no decorrer do filme.