quarta-feira, 30 de março de 2016

REDES SOCIAIS E BOLHAS

Estou experimentando alguns dias sem telefone e sem internet em casa. Problemas da prestadora de serviço. Mas estar off-line em casa traz diversos problemas e transtornos. Justamente numa semana de atividades intensas e de algumas linhas de fugas, como este espaço, que ficará um pouco off.

Esta semana reflito com meus alunos de Informática, a questão das Redes Sociais (RSV) e da bolha que nos cerca a partir de uma artigo do jornal Estadão. Em tempos de intolerância ao debate, de discurso bipolar, muitos usuários das RSV não dão conta que os algoritmos de busca acabam formando em torno dos perfis um conglomerado de pares. Na igualdade não há alteridade. Entre os iguais, o diferente passa a ser a exceção. O mecanismo que cria tais bolhas não o faz por conspiração, mas pela programação que o sustenta. Este fato desmascara a falsa ideia que temos maior acesso a informação. Temos agora o acesso facilitado a mesma informação, daquela que pode penetrar no interior da bolha. Outro problema que vejo é a formação de doutores em política com base em único veículo e com os dados de sua bolha, como se ela fosse o centro do mundo. O centro é apenas uma bolha, muitas vezes de sabão.

Segundo o Estadão:
Na prática, se uma pessoa gosta mais de culinária do que esportes, ela interage de maneira positiva com postagens sobre o assunto. Ao compreender esta preferência, o algoritmo exibirá para este usuário as publicações relacionadas em primeiro lugar. Conteúdos sobre esportes ficarão, automaticamente, em segundo plano.


Então, é seguro confiar apenas na rede em minha volta?