domingo, 10 de janeiro de 2016

CORINTHIANS GOLEIA NO MATA-MATA DA COPINHA


Futebol e desigualdade social

O Corinthians chega a terceira fase sem tomar gols. Acompanhei parte do jogo contra o Paysandu pela segunda fase da copinha. O Corinthians tem jogado bem, mas não é demérito do adversário e sim uma construção a partir de um esquema tático próprio as goleadas e a defesa sólida. Coisa que até agora, dos jogos que acompanhei inteiros ou parcial, somente o Internacional/RS tem feito assim quando falamos em tática. O time joga com linhas bem fechadas, faz a bola correr muito e os toques são cirúrgicos. Se na abertura da copinha reclamei da falta de pontaria, neste jogo contra o Paysandu, ela não foi quantitativa, mas os gols foram momentos claros. Não foi aquele time que tenta o gol o tempo inteiro, mas é um ataque racionalizado. Noutro lado teve o Paysandu, inferior tecnicamente, mas mesmo ao sofrer uma goleada, manteve o esquema tático e continuou a jogar, sem faltas, sem violência, um futebol interessante.

No sub-20, mais acentuado que no profissional, a desigualdade financeira revela um desnível de campo. Enquanto que um utiliza sobras do profissional, outro tem estrutura, salários e negociações maiores que muitos profissionais que disputarão os estaduais. Este modelo de estrutura de base, adotado no Brasil, não traz muitos benefícios para o esporte profissional. Deveríamos repensar uma estrutura para além do business e tentar um modelo parecido com os esportes americanos. Mas isto é utopia, até lá, vivenciaremos uma base com goleadas e desigualdades.

Maior goleada da Copinha, em sua história:
Santo André/SP 14x0 Santana/AP (42º Edição, 2011)