sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

CORINTHIANS ESTÁ NA FINAL DA COPINHA

A copa monstrengo reuniu mais de cem clubes. Quem chegou a fase final? Nenhuma surpresa. Os quatro que aqui estão, são clubes com tradição na formação de jogadores. Então, questiono a validade da introdução de tantos clubes com jogos e sobrejogos. Por que não estreitar as possibilidades por classificação técnica e pensar uma competição onde as estrelas sejam valorizadas, sem um regulamento estranho onde o perdedor se classifica? Outra consideração, a escolha da sede é tendenciosa demais. O Corinthians está a jogar em casa com a empolgação da torcida que é única. Por que este beneficiamento, e agora na fase semifinal. A escolha das sedes deveriam vir com a tabela inicial. Entendo que a selvageria proporcionada pelos bandidos transvestidos de torcedores em São Paulo x Flamengo influenciara, mas, não pode justificar esta postura de favorecimento. Embora raramente o time de baixo tem jogado na Arena Corinthians, mas mesmo assim, poder-se-ia evitar o fato.

A história do jogo.
Diferente dos outros jogos, o Corinthians está tentando passes longos, e na maioria, erra. Logo o Cruzeiro, nos dez primeiros minutos de jogo, mais produziu, além de sufocar a saída de bola corinthiana. Na segunda dezena de jogo, inverteu-se as chances, o Corinthians consegui avançar e chegar mais perigo, enquanto que o Cruzeiro permaneceu recuando marcando em seu campo de defesa. Um jogo de muita marcação e precisão de passes, o primeiro gol, dentro deste contexto, saiu de um erro de início de jogada do Corinthians. Rick Sena, bem posicionado apenas buscou o lugar certo e a deixou no fundo da rede. A marcação do Cruzeiro é precisa, fato que fez a construção do placar e fez o Corinthians mudar sua forma de jogar, aliás. O placar feito na desconstrução do adversário. As duas equipes destacam-se pela coletividade com larga vantagem ao time mineiro.

O Corinthians voltou mais agressivo do intervalo. Muitas faltas bobas, jogadas de braços abertos, toques bobos no adversário, mas com o domínio de partida conseguiu parar com aquilo que poderia ser o calcanhar de Aquiles. Enquanto isso, o Cruzeiro recuando os dois pontas, deixando Rick Sena apenas como referência movimentando-se entre os lados. A primeira substituição do Corinthians foi feita pensando em dar mais velocidade ao time lento. Matheus Pereira tem habilidade, porém, falta-lhe velocidade. Com base da lentidão, Loss retira o amarelado Warian, recuando Matheus Pereira, a fim de Pedrinho dar a tal velocidade, que resultou num golaço de fora da área. Com o gol o Cruzeiro recuou e este passou a estar amarrado na pressão do adversário. No afã de mudanças, duas substituições são feitas para conter as descidas em lateral do Corinthians e uma terceira na base da maluquice. Confiança é tudo. As mexidas de intervalo fizeram o recuado Corinthians jogar esbanjando passes e toques. Resultado, a virada.

Corinthians: Filipe. Léo Príncipe, Vinicius Del’Amore, Léo Santos e Guilherme Romão. Warian (63’ Pedrinho), Matheus Pereira e Maycon [C]. Léo Jabá, Gabriel Vasconcelos (88’ Renan Areias) e Tocantins (54’ Claudinho).
DT.: Osmar Loss.

Cruzeiro: Lucão. Kevin, Fabrício [C], Murilo e Victor Luís. Hudson (83’ Santiago), Alex e Vander. Dudu (76’ Cesinha), Rick Sena e Andrey (76’ Vitinho).
DT.: Marcos Valadares.

Cartões Amarelo: 22’ Warian. 65’ Léo Santos.

Gols: 29’ Rick Sena. 65’ Claudinho. 80’ Pedrinho.