domingo, 10 de janeiro de 2016

BOAVISTA SEGUE SEM VENCER NO PORTUGUÊS

Clássico da cidade do Porto tem goleada e afunda rival em crise.

O que muitas vezes me afasta do futebol europeu é a previsibilidade dos que de fato disputam os títulos nacionais e desprezo pelas copas. Em Portugal não é diferente. Há décadas, com pouquíssimas exceções, o caneco é disputado entre os três grandes: Sporting; Benfica e Porto. Esta temporada não está diferente, porém, com o verde, quatro pontos na frente. Enquanto isso o Porto faz uma campanha pífia. Prova disto é o que time azul trouxe para o jogo de hoje um novo técnico. A impaciência com treinadores e o modo preguiçoso de jogadores, tão claro por aqui, já está dominando a Europa. Vimos ao longo da temporada, várias trocas nas principais ligas do velho mundo. Estádio vazio e torcida brigando. A crise no Boavista é grande.

Perdi os vinte primeiros minutos do segundo tempo por conta de uma queda de energia. Mas na volta dela o que vi foi um time bater em morto.

Boavista. O time perdeu o capitão por lesão no início do jogo. Mas com ele, ou sem, a defesa marcou de maneira lenta. Um time de velocidade conseguiria passar de todas as formas pela zaga. Não dá segurança. Não maior parte do jogo ele assiste o adversário jogar, não faz marcação na saída de bola. Com a lesão do Carlos Santos, o time jogou os últimos quinze minutos com um a menos em campo.

Porto. Faz um futebol simples. Laterais apoiam a saída. Linhas fechadas, passes precisos. Falta criatividade na linha de frente. O time tenta chegar até a pequena área, poderiam juntar de longa distância. O problema maior do Porto são os longos lançamentos, que nada mais é do rifar a bola entregando-a ao adversário. O time urge de um atacante de referência e de pelo menos, um meia criativo para montar jogadas, sem bons jogadores não haverá futuro brilhante. Coletivamente, o time peca, a facilidade do adversário permitiu que jogadas individuais se traduzissem em gols. A segunda metade do segundo tempo foi um verdadeiro casados contra solteiros. A esquedra dominou o toque e a chegada ao gol diante de uma equipe desmotivada. Se o ataque fosse menos afobado, o placar seria maior.

BOAVISTA: Gideão. Hackman; Nuno Henrique (40’ Anderson Correia); C. Santos e Afonso Figueiredo. Idris; Tengarrinha (15’ Renato Santos); Bukia (65’ Zé Manuel) e Anderson Carvalho. Uchebo e Luisinho.
DT.: Erwin sánchez.

PORTO: Casillas. Maxi Pereira; Martins Indi; Marcano e Miguel Layún. Danilo; Herrera (82’ Imbula) e André André (70’ Evandro). Corona (78’ Varela); Aboubakar e Brahimi.
DT: Rui Ramos.

Cartões Amarelo: 17’ Miguel Layún. 23’ Anderson Carvalho. 29’ Maxi Pereira. 51’ Aboubakar. 55’ Casillas. 61’ Corona.

Gols: 11’ Herrera. 62’ Corona. 72’ e 80’ Aboubakar. 92’ Danilo.