domingo, 13 de dezembro de 2015

PAULINHO VALE CADA CENTAVO, TIME CHINÊS FAZ HISTÓRIA


Felipão está a vinte e cinco jogos invicto frente ao Evergrande

É interessante acompanhar os fluxos migratórios alternativos do futebol. No começo dos anos de 1990 o Japão e a Coreia eram um destino interessante, ao ponto de termos a J-League na televisão aberta brasileira e acompanhar a primeira copa dos japoneses. Depois disso começou o forte movimento para o leste europeu; a Rússia e associados; o ‘mundo árabes’; e agora vemos um desenho interessante para os Estados Unidos e para a China. China de uma Copa do Mundo e da segunda participação num Mundial da Fifa. E o interesse no futebol chinês por parte dos brasileiros não estão apenas nos times de ponta, mas também nas divisões inferiores, vide onde Wanderlei Luxemburgo está. A geografia do futebol em simbiose com a geografia do capital, e alguns ainda dizem que a China é Socialista, tsc, tsc, tsc.

A história do jogo. É interessante ver a forma como Felipão montou o time chinês, aliás, é muito diferente do Felipão das seleções para os clubes. Parece que o domínio sobre as ações é mais inteligente, colocou um time para atacar através de um esquema com os três dianteiros enfiados, com Robinho invertendo a posição e um dos volantes subindo para dar apoio. Muita correria e velocidade para ataque pelo meio da cancha. Enquanto isso os mexicanos desceram pouco, porém com cautela. Jogadas rápidas laterais e bolas altas alçadas para a área. Chutes ao gol foram muitos de ambos os lados, porém, quase sempre de fora da área. Um jogo com obediência tática, mas faltou aquela jogada de efeito que ultrapassa o previsível. No final do primeiro tempo os dois resolveram penetrar na área, o Evergrande com toque de bola envolvendo os brasileiros; já o América a base do “põe a bola lá dentro” para ver o que acontece. A decepção do primeiro tempo, pelos vermelhos Robinho apagado, poderia chamar a responsabilidade do jogo e nos amarelos o Peralta que na várzea chamamos de “pé-torto”.

O Evergrande deixou a organização tática no vestiário ao subir para o segundo tempo. Os primeiros minutos foram de muito erro. O time levou quase dez minutos para abrir o olho. Resultado disto, gol do América num contra-ataque preciso de poucos passes. O gol agravou a falta de objetividade dos chineses, a partir dele o time nada mais produziu de espetacular. Arriscou-me a escrever que o jogo do segundo tempo em nada se compara ao primeiro tempo. Porém com a entrada de Gao Li, Felipão, repete as escolhas de outrara. Adiciona um atacante para gerar ataque em massa. Diante a mudança a resposta dos americanos foi uma marcação na saída de bola. Quando parecia que o América estava a cozinhar o jogo, num ataque de velocidade de Paulinho, característica que o consagrou, deixou o substituto do Robinho para fazer aquilo que ele não o fez: gol. Agora, algumas coisas são questionáveis. Bastou o América tomar o empate que o técnico fez duas substituições. Parece que do controle a falta dele é questão de uma jogada, Ambriz praticou um futebol covarde. No confronto de técnicos, pelo menos Felipão mexeu os peões com intenção de “comer” a rainha ao ponto de Paulinho num gol de cabeça, depois da cobrança de escanteio, carimbar o passaporte para fase semifinal.

Club América: (23) Munoz; (2) Glotz; (6) Samudo; (8) Andrade; (9) Benedetto [81’ (10) Martinez]; (12) Pablo Aguilar; (14) Sambueza; (21) Guerrero; (22) Aguilar; (24) Peralta; (31) Quintero [82’ (11) Arroio].
DT: Ignacio Ambriz

Guangzhou Evergrande AC: (22) Li Shuai; (5) Zhang; (6) Feng; (8) Paulinho; (9) Elkeson [79’ (20) Yu]; (10) Zheng Zhi; (11) Goulart; (16) Huang [66’ (29) Gao Lin]; (25) Zou Zheng; (28) Kim; (56) Robinho [45’ (27) Zheng Long]
DT: Luiz Felipe Scolari

Cartão Amarelo: 87’ Feng.

Gols: 55’ Peralta; 79’ Zheng Long; 93’ Paulinho

Nomes do jogo: Felipão pelas alterações que surtiram efeito e Paulinho com uma assistência e um gol.

Semifinais do Club World Fifa Cup 2016: Barcelona x Guangzhou Evergrande | River Plate x Sanfrecce Hiroshima