sábado, 26 de dezembro de 2015

LIVERPOOL VENCE DEPOIS DE QUATRO JOGOS


Ano passado alguns técnicos reclamaram do aperto do calendário inglês nesta época do ano. Mas é uma condição especial. Uma maneira inteligente de chamar atenção para a competição quando o mundo ocidental está em recesso. O Campeonato Espanhol também pensou numa rodada especial de final do ano, veremos como será. É uma atitude de marketing para divulgar a marca. São estas coisas pequenas que constroem a popularidade da competição mundo afora. E pensar que por aqui a burrice de dirigentes consiste em repetir bordões que somos o país do futebol. Quem acredita?

Este jogo tem um apelo pessoal interessante. De um lado o bom técnico Klopp no Liverpool. Noutro lado o líder estranho do campeonato. Ouvi falar muito de ambas situações até agora, mas não tive oportunidade de acompanhar nenhum jogo dos dois times. Estou curioso para descobrir o que o time que era lanterna do inglês no Natal passado fez para ser líder no natal seguinte e como Klopp tem conduzido o time da terra dos Beatles. E aquela sensação que a idade está passando: já vi Ranieri, técnico do Leicester, como jogador.

A história do jogo.
A impressão dos dez primeiros minutos foi que o Leicester marca muito bem. Os jogadores não deixam a bola se perder, forte e apesar de deixar alguns buracos no meio do campo marcam forte numa linha secundária. Enquanto isso o Liverpool estudava uma estratégia de troca de passes curtos e rápidos e com muitos chutes de fora da área. Um jogo bom, mas de paciência para o alcance das metas. Aos vinte minutos, o Liverpool chegou a marca de 67% de posse de bola. Porém, até então isto não havia traduzindo-se em jogadas com risco de gol e assim o primeiro tempo foi acontecendo. Pelo primeiro tempo não há como descobrir o que levou o Leicester à liderança do campeonato. Os dois times marcaram muito bem, porém, o Liverpool trabalhou melhor a bola. Um destaque é ver como Coutinho trabalha a bola, ele tentou alguns imprevisíveis, tentando desarmar a forte zaga do Leicester. Primeiro tempo sem gols, mas um bom jogo.

O segundo tempo, nos dez minutos iniciais, pouca mudança. Liverpool pressionando, com posso de bola e Leicester a espera de um contra-ataque. Mas, o Benteke encontrou o gol antes do contra ataque. O gol foi num lance que o Liverpool tentou desde o começo do jogo. Depois de um cruzamento de Firmino, Benteke toca com a perna esticada a bola para ela morrer no fundo do barbante. Foi a forma que os vermelhos encontraram diante da linha defensiva azul. Apesar da concentração de bola, Liverpool não conseguiu penetrar na área adversária, logo, chutões e jogadas de fora da área são as melhores opções. As alterações de Ranieri, trocando o ataque não me pareceu a mais adequada. Se Okazaki e Vardy se mostraram improdutivos no ataque, muito se deveu pela inoperância criativa da meia cancha. Porém, as mudanças de Ranieri seguraram Clyne diminuindo a ação de criação dos vermelhos. Enganei-me na crítica. A postura do Leicester melhorou, mas o placar não sofreu alterações.

Liverpool: Mignolet. Clyne; Lovren; Sakho e Moreno. Lallana (92’ Allen]; Henderson; Can e Felipe Coutinho [90’ Lucas Leiva]. Firmino e Origi [38’ Benteke].
DT: Klopp

Leicester: Schmiechel. Simpson; Morgn; Huth e Fuchs. Mahrez [79’ Kramarick]; King; Kanté e Albrighton.  Okazaki [68’ Dyer] e Vardy [68’ Ulloa].
DT: Cláudio Ranieri.

Cartão Amarelo: 45’ Lallana. 61’ Huth.

Gol:  62’ Benteke.

Stock City 2x0 Manchester United: a imprensa inglesa está a moda brasileira. Basta acumular alguns resultados ruins já estão a busca de um novo técnico. É evidente que o time vermelho tem jogos desastrosos, mas a pressão exercida sobre o impopular van Gaal é muito grande. A postura dele na última coletiva é reação a uma pressão primeira. Em campo o time parece absorver o externo, e cometem erros graves. A situação do treineiro do Manchester é diferente do Mourinho, ex-Chelsea. Em contrapartida, já são seis jogos sem vitórias, algo que não ocorre desde o longínquo 1998.