quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

BARCELONA VENCE E BÉTIS É PREJUDICADO POR ARBITRAGEM

Barcelona volta a campo depois de levantar o terceiro título do mundial de clubes da Fifa. A moda inglesa de futebol nas festas chegou à Espanha. Volto a tecla que mencionei noutros posts. É uma boa jogada de marketing realizar partidas oficias nesta época do ano. É oferecido ao fã do esporte uma oportunidade de entretenimento em épocas diferentes da correria diária. O futebol, para o torcedor é um produto, a Espanha e a Inglaterra mostram respeito para o consumidor que gera receitas. Porém, ao acompanhar alguns dos jornais da Catalunha percebi, via caixas de comentários, que há críticas, não pelo período, mas por ser em não-feriado. Mas este expediente não é novidade, foi adotado até o final dos anos de 1980.

A história do jogo.
Foram dois momentos no primeiro tempo e quero escrever a partir do ponto de vista do Betis. Até aos trinta minutos foi um jogo morno. Betis, apesar de pouco produzir, segurou o jogo. Então houve a interferência das zebras que inventaram um pênalti. Na batida ruim de Neymar, onde a bola foi parar na trave, acontece um gol contra. Depois disso, treineiro expulso e a porteira foi aberta. O lance infeliz desmontou o Betis que estava fazendo a marcação bem feita do início do jogo e perder-se, soma ainda a zaga substituída por lesão, com direito a Digard improvisado. Uma característica do Betis foi a marcação forte, d impedir a jogada, mesmo com faltas. A marcação foi feita com duas linhas bem próximas. A compactação dificultou a realização de jogadas, fato que deixou Neymar escondido ao longo de todo primeiro tempo.

No segundo tempo o Bétis nem tocou o suficiente na bola e já houve o terceiro gol do Barcelona. E somente aos 48’ que acontece o primeiro chute efetivo ao gol do time da cidade de Sevilha. O Barcelona tocou muito a bola, mas foram raras as inversões ou passes longos, os toques sempre muito próximos e com velocidade para dificultar a marcação do adversário. As jogadas mais longas passaram por Neymar, como receptor ou como assistência, mas somente com ele envolvido. A partir da metade do segundo tempo, Bétis já se deu por entregue e pouco produziu. Em contrapartida o que Neymar faz com a bola é muito bonito. O jogo ficou sem interesse, com um time que deixou a partida rolar e outro que brincou com a bola. E outra coisa, a entrada de Adriano, fez com que Neymar caísse mais pelo centro enquanto que o lateral tornou-se praticamente um ponteiro em diversos momentos.

O jogo estava 4 a zero com o Bétis já entregue pelo menos nos últimos vinte minutos. Por qual motivo a zebra justifica dois minutos de acréscimo? Bom Senso!

O nível de arbitragem pró-camisa mais tradicionais é irritante. E isto está espalhando-se epidemicamente mundo a fora. O jogo do Real Madrid também teve zebra passeando.

FC Barcelona: Bravo. Dani Alves, Mascherano, Vermaelen e Mathieu (67’ Adriano). Rakitc, Sergio (56’ Bartra) e Sergi Roberto (85’ El Haddad). Messi, Suárez e Neymar Jr.
DT: Luis Enrique 

Real Betis: Adán. Molinero, Westermann (36’ Digard), Bruno (16’ Pezzela) e Vargas. Alvador Ceballo, N’Diaye, Petros e Davi Ceballos. Van Wolfswinkel e Bruno Castro (75’ Van der Vaart).
DT: Pepe Mel

Gols: 30’ Westermann [contra]; 33’ Messi; 46’ e 83’ Suárez.