terça-feira, 22 de dezembro de 2015

ALCKMIM E A ESCOLA PARA ADESTRAMENTO


Que tempo é este que estamos a viver? A pergunta é o que me motiva a pensar a ocupação que os escolares organizar em São Paulo e em Goiás também. Depois de duas décadas de inatividades de movimentos estudantis, dois focos ressurgem com uma proposta muito interessante. A indiferença é algo que tem me incomodado. A indiferença nas escolas é gritante, encontramos corpos que estão indiferentes e já assumiram  a submissão ao trabalho e a produção em escala industrial como algo naturalizado. Mas o que os escolares de São Paulo tem nos ensinado é que a gestão sobre os corpos encontrou um forte vírus de resistência. Por ora apenas uma resistência a oposição mandatária, mas acredito que os discursos que ali foram produzidos poderão inspirar uma série de resistências dias a fora. Aquilo que vimos nas últimas semanas em São Paulo não foi apenas uma reivindicação escolares, mas foi uma grito contra uma forma de produção em série, opressora de uma sistema marginalizador.

Para Kant, na obra Sobre a Pedagogia "desde muito pequenos, os meninos da era burguesa tiveram que ser enviados todos os dias às escolas, não ainda com a intenção de aprenderem algo, mas com a de habituá-los a permanecerem tranquilos e cumprirem pontualmente o que lhes fosse ordenado".

Alckmim deve perguntar-se, onde foi que errei?