domingo, 10 de maio de 2015

BRASILEIRÃO EM RITMO DE ESTADUAIS

O primeiro final de semana do mês de maio marca o início do campeonato brasileiro 2015. Se contarmos a partir de 1971, será esta a 44ª edição da competição. Mas ele começa em ritmo de estadual para alguns clubes. Os envolvidos na libertadores enviaram times reservas. Não preciso mencionar que tudo isso poderia ser racionalizado. Pior que ver meios times em campo é ver Milton Neves reclamar da atitude dos clubes. Deveria o cabeção reclamar do calendário, da existência dos estaduais e propor uma mudança. Fiquei algumas semanas sem poder acompanhar um jogo, e o escolhi, por motivos de torcida, deparo-me com um confronto entre reservas, mas vamos lá. Vou além, mesmo com um calendário racionalizado, com a necessidade dos dois times em reverter o placar para continuar na Libertadores, hoje é dia de reservas mesmo. Além de dar ritmo a jogadores que poderão ser importantes nas intervenções é preciso pensar o todo.

O jogo começou com os dois times forçando a saída de bola pela lateral mas sem objetividade. Muito toque de bola e faltas. Iniciou com Cruzeiro jogando melhor, destruindo a ligação entre a transição do meio campo com o ataque corinthiano.  As melhores chances do Corinthians, no primeiro tempo, foram construídas pelo lado esquerdo do ataque. Fabiano conseguiu segurar bem Danilo enquanto que o Cruzeiro não consegui na segunda quinzena de minutos. A ausência foi tanta que Henrique Dourado pouco apareceu no primeiro tempo. Em resumo, um tento com poucas chances de gol, muita marcação e excesso de erros de passe. 

Diante da dificuldade de criação no primeiro tempo pelo lado esquerdo, Tite, aciona Émerson Sheik para dar maior movimentação na frente, enquanto isso, Marcelo Oliveira, troca o meia Charles por William Farias, penso que o cartão amarelo fora um fator de peso na decisão do treineiro.  Passado o primeiro terço do segundo tempo a mudança não surtiram efeito para o lado alvinegro. O grande problema do Corinthians, de maneira geral é a deficiência na criação do ataque. São jogadas de toque, porém, sem surpresas e não falo apenas do jogo de hoje, mas esta também é a dificuldade do Cruzeiro no jogo. O problema não está em jogar com atacante de referência como o Cruzeiro ou com posicionamento aberto de dois pontas, como o Corinthians, mas na ausência de meias de criação. O jogo foi um exemplo disso, bolas alçadas e toques curtos, mas sem causar surpresa e eficiência, tanto que o gol do Corinthians foi uma pernada de presença na área após um chutão. Para além desta divagação, o garoto Judivam do Cruzeiro, parecer ser um bom driblador, mas ele teve dificuldade em jogar de maneira coletiva.

FICHA DO JOGO

Cruzeiro: Fábio. Fabiano (51’ Mayke), Manoel, Bruno Rodrigo e Pará. Willians, Charles (45’ William Farias), William, Marquinhos e Gabriel Xavier (70’ Judivam). Henrique Dourado.
Marcelo Oliveira.

Corinthians: Cássio. Edilson, Edu Dracena, Yago e Uendel. Cristian, Bruno Henrique, Petros e Danilo (45’ Émerson). Vágner Love (63’ Romero) e Malcon (92’ Mendoza).
Tite.
Gol: 81’ Romero.

Cartão Amarelo: 7’ Edilson. 19’ Gabriel Xavier. 30’ Charles. 59’ Willians.

Fluminense 1x0 Joinville: deixei a televisão ligada enquanto trabalhava e ouvi este jogo. Parece que o Joinville entendeu sua proposta na Série A. Fora de casa ele não pode arriscar-se, não com o atual elenco. O negócio dos times pequenos é arrancar um empate fora de casa e tentar os pontos no mando de campo. Mas no final o jogador do tricolor carioca acertou um chute e abriu o placar.