sábado, 4 de abril de 2015

MORRE CARLOS GAVIRIA

Luto na esquerda colombiana pela morte de Carlos Gavíria.

Carlos Gavíria Díaz, destacado jurista colombiano, faleceu aos 77 anos na noite de quarta-feira, 01 de abril, em Bogotá. Ele foi o presidente da Corte Constituinte entre os anos de 1996 e 2001. Também, concorreu à presidência colombiana no ano de 2006. Encontrava-se hospitalizado desde 17 de março no Hospital Santa Fé por complicações cardíacas, como destaca o jornal El Colombiano.

Trago este assunto ao Blog do Professor por estar relacionado a uma postagem de outubro passado. Lá comento a série colombiana, Pablo, o senhor do tráfico, transmitida pelo canal Globosat+. Aliás, o canal está reprisando-a. Leia a postagem clicando aqui. A série abre com uma frase de Moreno – autor da obra A parola de Pablo que inspira a série – um povo que não conhece sua história corre o risco de repetir seus erros. A relação que existe entre Gavíria e Pablo é que o magistrado travou uma grande luta em combate ao narcotráfico colombiano a fim de fazer o povo colombiano não mais repetir seus erros.

Gavíria nasceu em Sopetrán, Antioquia, foi um dos intelectuais mais respeitados e um dos juristas mais laureado de seu país. Advogado da Universidade de Antioquia, começou sua carreira profissional em 1961 como juiz no departamento de Rionegro. Rapidamente se vinculou a Universidade de Antioquia como professor chegando a reitoria com apenas 30 anos de idade. De maneira paralela ao trabalho acadêmico desenvolvo trabalho com diferentes organizações para a defesa dos Direitos Humanos. Fruto deste trabalho em favor dos Direitos Humanos, desenvolveu uma grande amizade com Héctor Abad Gómez, que fora assassinado a mando de Escobar em 1987. Após a morte violenta de Gómez, Gavíria é aconselhado a deixar o pais por questões de segurança.

Penso que todo homem que durante os anos de 1980 e 1990 na Colômbia realizara um trabalho de combate ao narcotráfico mereça destaque. O combate que Gavíria e outros traçaram fora além de desmantelar a podridão dos traficantes, fora uma busca de direitos aos injustiçados e aos submetidos ao poder paralelo rompoendo um poder que parecia estar além das capacidades estatais.