domingo, 26 de abril de 2015

MEU AMIGO HUGO

Aviso: esta postagem contém revelações sobre o enredo.

Outro dia estava a navegar pelo YouTube buscando algumas informações sobre um tema específico e deparei-me sem querer com “Mi amigo Hugo” de Oliver Stone que trata da vida do ex-presidente venezuelano Hugo Chávez em cinquenta minutos. Confesso ser um bom achado. Não tenho o hábito de garimpar relíquias, mas gosto quando as encontro. Ao completar um ano da morte de Chávez o documentário foi apresentado ao povo de Venezuela través do canal de notícias Telesur. O diretor Stone tem em seu currículo algumas produções bacanas como Platoon, The Doors e JFK. Como mencionei na postagem de ontem, estamos a tratar de recortes. Não é objetivo deste post concordar ou discordar da política chavista, mas um questionar sobre a posição tão conservadora de alguns setores da mídia. E aqui faço uso das palavras de Lula no documentário: “Chávez, um homem necessário, que era Venezuela antes dele?” O recorte apresentado pelo nosso ex-presidente ilustra um olhar para a história a partir de um marco. Não quero entrar na discussão dicotômica de bom e mal. Uma moeda possui sempre dois lados e ao escolher o lado da mídia conservadora estamos ignorando outras possibilidades de reflexão. Não estou levantando uma bandeira chavista neste espaço, mas também não vou demonizá-lo. É notório a política de silenciamento da oposição chavista em Venezuela, como o uso da mídia radio-televisiva para sustentação de uma posição política como também a oposição aparece como lobos selvagens e famintos pelo poder usando diversos meios para levantar suas bandeiras, inclusive a mídia internacional. O que existe na Venezuela é uma guerra suja da mídia e uma guerra se faz, com no mínimo dois lados.

O que fica? A dica para assisti-lo.