segunda-feira, 13 de abril de 2015

MANIFESTAÇÕES NA RUA SÃO AMADORAS

Qual é a pauta das reivindicações das ruas? Não sejamos tão ingênuas em apostar no impeachment de Dilma. Este pedido é infundado, pois a lei brasileira para abertura de processos de tal porte é muito complexa. A corrupção denunciada até agora não pode ser mensurada com a do governo de Collor. Não basca meia dúzia gritar nas ruas. Enquanto houver um movimento difuso e ausente de foco ele não terá frutos. Agendar marchas e gritarias não diz nada, como pensar que democracia seja o ato de impor minha vontade sobre a dos outros, rivalidade faz bem ao futebol e não no campo da política. O que os coxinhas estão fazendo é um impositivo de ideias na rua e nas redes virtuais, impor não é debater e antes de fazê-lo é preciso ter uma agenda, pauta e ideias. Apenas exigir saída não é ideia, o que temos até agora é um movimento muito amador. Prova do amadorismo é a insistência da não-ligação com nenhum partido e com líderes que agem se os recursos dos movimentos sociais e sem os braços partidários. Em nossa democracia representativa não se faz política sem partido, então por que insistem? A ausência de uma figura que tome a bandeira para si e saia na frente de um povo pode não ser importante para reunir um milhão no primeiro dia e a metade no segundo, mas ele vai minguar se não aparecer um nome agregador. Basta ver o que foram as manifestações da julho de 2013. Aquilo começou forte e foi minguando mesmo permanecendo o sentido de um pais melhor nas pessoas, mas não se fará um país melhor se as pessoas desconhecerem a política. Apenas insatisfação não é suficiente.  

Nobres coxinhas, a permanência do PT no poder está ligado diretamente a ausência de uma oposição de bandeira e de ideias. Não basta gritar Fora, é preciso ter um nome para entrar.