domingo, 26 de abril de 2015

LIBERTADORES E ALGUNS MODELOS

Na quarta-feira, acompanhei ao jogo do São Paulo x Corínthians apenas de ouvido. Enquanto trabalhava ouvia a peleja, ora na Fox Sports, ora na CBN. Mas não quero falar do jogo no post de hoje, mas do regulamento. Antes disso, gosto de acompanhar as análises do Mauro Cezar Pereira e do Paulo Vinícius Coelho, são dois personas que nos fazem pensar para além das quatro linhas. O Mauro, em seu blog da ESPN, traz muitas reflexões interessantes e bons números para pensar o futebol. Vamos a dois deles:

(1) O Corinthians não finalizou nenhuma vez ao longo de todo segundo tempo.
(2) Com 32% de pose de bola, Corinthians passou 87% do tempo em seu campo de defesa.

Tite declarou após o jogo que não conhecia quem seria o adversário das oitavas, ele tem crédito, mas os números sugerem outra coisa. Que mal tem usar isto a seu favor? Eu teria posto o time C em campo e usaria o discurso, estou fugindo do Atlético/MG como adversário. Mas o que me incomoda são os regulamentos que permitem tal posicionamento. Por que não seguir o modelo de sorte adotado nas competições europeias e a tranca com adversários locais e do mesmo grupo? Assim a televisão mantém a ideia de escolher horários e televisionamentos e existe uma lisura na competição. Além de valorizar os confrontes internacionais. Mas a Conmembol tem dificuldades para realizar sorteios!

Outra coisa que incomoda-me na competição são os cruzamentos entre os clubes do mesmo país. Confesso ser legal para o torcedor um clássico a moda Boca x River, mas detesto a ideia, assim regionaliza-se possibilidades, como a semifinal entre clubes de um mesmo pais... A competição não é caseira.

Dos 36 seis iniciantes restam 16 e distribuídos assim: Brasil 5; Argentina 4; Colômbia 2; Paraguai 1; Uruguai 1; Bolívia 1; Equador 1 e México 1.