sexta-feira, 27 de março de 2015

O PERIGO DA ÚNICA VERDADE


Ontem o vídeo linkado acima. Ele fora indicado por uma colega docente. O vídeo apresenta Chimamanda Adichie que fala da África, mas poderia estar a falar de Massaranduba, de Santa Catarina ou do Brasil. O local não importa, o perigo consiste quando acreditar-se-á em única verdade da história. Ao elegê-la, ignora-se completamente o diferente, ou pior, ele desaparece. Criamos figuras, heróis, descobridores, proclamadores, como se não houvesse mais nada. Porém, a criação de um mito pressupõe um demônio. Ao criar é preciso estar atento as versões verbais e não verbais que transitam pelos espaços. Porém, muitas vezes a verdade única reduz nossos discursos. Basta ver como o Brasil está a tratar a ideia de crise.

Segundo Adichie, “mostre um coisa sobre o povo várias vezes e eles assim serão”. Este princípio pode muito bem ser aplicado ao Brasil. Mostre várias vezes um crise e todos acreditarão viver numa crise. Ao denominar esta parte esquece-se que uma história não é apenas um recorte. A Petrobrás não está recortada numa história de oito anos apenas, como o Brasil não existira somente pós 1500, há uma história multifacetada. Os estereótipos são incompletos. A verdade única é perigosa.

Alguém já ouviu falar em Nollywood? Nosso desconhecimento não significa que ela não exista.