domingo, 22 de março de 2015

IRMÃ DULCE, O FILME


Esta postagem contém revelações sobre o enredo.
O filme Ir. Dulce é uma boa dica de filme para todo cristã católico. Principalmente aos catequistas. Filme com base em fatos reais da religiosa brasileira que está em processo de canonização. O filme faz um recorte de alguns fatos que compunham a história da religiosa. Irmã Ducle, foi chamada de “O Anjo Bom da Bahia”, indicada ao prêmio Nobel da Paz e beatificada pela Igreja Católica. Para quem não tem nenhuma referência do gestual da religiosa – afetado por uma doença pulmonar incurável – as imagens de arquivo exibidas ao final não deixam dúvida: atriz que a interpreta, Bianca Comparato é Irmã Dulce. Ela vivencia a atuação de corpo e alma.

O filme da um salto para a freira em sua juventude, interpretada pela competente Bianca Comparato, que nos passa com convicção o seu carinho pelo ser humano e marca a primeira fase do longa. Vemos Dulce enfrentando um rapaz armado para poder salvar uma criança doente, seus problemas com as regras da Igreja por não poder sair durante a noite para socorrer alguém e até mesmo conflitos com a própria lei. A fragilidade da freira - que adoeceu no contato com os enfermos - é muito bem interpretada por Bianca. Já na segunda parte, interpretada por Regina Braga, o filme tenta justificar a imagem imaculada que Irmã Dulce recebeu do povo baiano e, após a sua morte, da própria Igreja Católica. Enfrentando resistência contra seus atos dentro da sua própria congregação, representada na imagem da Madre Provincial (Irene Ravache), o longa força a mão em cenas como o resgate de seu protegido, João (Amaurih Oliveira), e no encontro com o Papa João Paulo II.

Mais do que uma obra de arte, é a história que nos impulsiona.