sexta-feira, 1 de agosto de 2014

ESPORTE E MÍDIA

Hoje quero escrever sobre um projeto que estou envolvido faz um mês. Já participei de outros e não deram certo. Agora estou associado com pessoas que são do ramo e tem experiência no ramo. Falo do espaço FILÓSOFO ESPORTIVO no site ESPORTE E MÍDIA. Religiosamente às segundas-feiras tenho apresentado algumas reflexões sobre a mídia esportiva. Quero publicar aqui a coluna piloto que não foi ao ar pelo site.

COLUNA PILOTO:
A COPA DOS SEM COPA
Blumenau, 07 de julho de 2014.

O clima de Copa está por todas as partes. Talvez estejamos vivendo um período diferente do que se refere as Copas do Mundo. Nossas ruas não estejam tão enfeitadas como outrora. O que aconteceu como Brasil na Copa das Confederações teve uma impacto direto sobre a maneira de viver esta copa. Nas telinhas vivemos também uma época diferente no que tange as transmissão. “Nunca antes da história deste país” tantos canais transmitiram a copa. Canais pagos tivemos opções nos canais ESPN Brasil; Sportv; Bandsports e duas transmissões distintas nos canais Fox Sports; na televisão aberta a Rede Globo e Band. Mas não são estes que gostaria de comentar, mas sim aqueles esportivos que não fizeram a transmissão. Falo de modo particular à copa aos canais Esporte Interativo; Esporte Interativo Nordeste e Sports+.

É interessante pensar estas alternativas em tempos de Copa. Ao pensar encontramos duas realidades bem distintas. A primeira delas a do canal Esporte Interativo. Durante os jogos do Brasil contaram com uma proposta não inédita, mas pitorescas. Os profissionais do canal assistem aos jogos e os comentam, e nós os vemos assistindo. Faz sentido? Talvez faça num universo onde o espectador busque alternativas a saturação que o momento exija. Nas resenhas e programas de notícias do canal tudo respira uma “febre de copa”. O canal apoderou-se do tema pausando em momentos de MMA e de Boxe. Mas nem tanto. Até nas entrelinhas e nas falas o tema mais buscado foi Copa. Os canais Sports+ e o canal Esporte Interativo Nordeste abusaram de repetecos e da memória recente de suas transmissões, sem adicionar elementos significativos de copas, exceto pelos jogos de videogame na segunda opção. Não eram programas sobre jogos, mas profissionais do canal jogando e comentando. Fórmula também não nova, mas não é atrativa.

Toda esta análise para uma provocação: há esporte para além da Copa? Sim, há muito esporte pelo mundo afora. E aqui entra uma crítica. Os grandes canais focaram, e por questões obvias, a Copa do Mundo, mas seria importante explorar para além deste mundo. A crítica não é só pela forma como os canais não detentores trataram o mundo do esporte, mas outros também. Há muita coisa acontecendo mundo a fora, mas todos estão relegadas ao segundo plano. Somente há Copa então?

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Na próxima segunda-feira, será publicado uma reflexão sobre a F1 e a queda vertiginosa da audiência.