segunda-feira, 19 de maio de 2014

QUE BLUMENAU TEMOS?




Os dados aqui apresentados foram retirados do especial escrito por Magali Moser no Jornal Expressão Universitária, na edição de maio de 2014. O especial questiona a Blumenau que temos e a Blumenau que é apresentada a partir dos contrastes que se vive nela. A cidade tem a melhor média de longevidade do país, ao mesmo tempo tem números assustadores quando olhamos para da pobreza. Não é assustadora no sentido geral do número, mas é assustador porque vem numa crescente. Os problemas externados pela tragédia de 2008 foram maquiados e escondidos e assim permanecerão até a próxima tragédia climática. Aliado a este problemas há falas dos nativos como a citada pela autora onde “o não sucesso acontece por motivos individuais eu não conseguiram aproveitar as oportunidades dadas” justificam a pobreza. Tudo isso contrasta numa frase de Cláudia Sievert no mesmo jornal: “Blumenau é uma das cidades com maior nível de desenvolvimento socioeconômico do país, e ao mesmo tempo, uma das mais vulneráveis a desastres: a cidade registrou 69 enchentes em 162 anos (...) A que pode interessas esta contínua reconstrução em áreas de risco? A indústria do desastre, com obras emergências, parece ser a única beneficiada. Um ponto onde pobreza, destruição-construção e desenvolvimento se encontram.

Será que toda responsabilidade deve recair sobre o indivíduo e ausentamos a administração pública? A ela não cabe nenhuma parcela no que tange a desigualdade social, as ocupações irregulares, as moradias indignas e a precarização do trabalho?

REFERÊNCIAS: MOSER, Magali. Os contrastes de Blumenau. Jornal Expressão Universitária. Publicação do Sinsepes. Blumenau, ano IV, número 43, maio de 2014, páginas 8-9;
SIEVERT, Cláudia. Mudanças climáticas e resiliência urbana. Jornal Expressão Universitária. Publicação do Sinsepes. Blumenau, ano IV, número 43, maio de 2014, páginas 12-13.