domingo, 27 de abril de 2014

CAMPANHA ELEITORAL VIROU INVESTIMENTO *

Ignorância a parte pela primeira vez que parei para ler uma edição do Le Monde Brasil. Ouvi uma professora em sala comentar e falar da linha editorial e aproveitei a indicação para adquirir um exemplar. Foi uma bela surpresa. É preciso, por hora, conhecer mídias alternativas as dadas e concentradas neste país. Mas a surpresa dá lugar a indignação ao virar cada página. Escolhi a primeira para comentar com os estudantes durante esta semana. O editorial da revista chama a atenção para os patrocinadores de campanhas eleitorais. De todos os parlamentares eleitos, 320 receberam dinheiro de apenas 5% de todas as empresas inscritas no TSE. A defesa de interesses privados se torna óbvios. As grandes empresas não fazem isto por caridade ou por acreditar em projetos, mas por interesses dos mais diferentes. O que torna isto revoltante não é apenas o fato em si, mas é saber que a população não preocupa-se em acompanhar tais fatos. Críticas levianas nós conhecemos e ouvimos aos montes, mas fundamenta-las em dados são ações mínimas. Infelizmente o gigante continua sonolento e está a dormir sem perspectivas de vigílias.
* cf. BAVA, Silvio Caccia. Uma disputa e tanto, in Le Monde Diplomatique Brasil. Ano 7, nº 01, abril de 2014. São Paulo, p. 3