sábado, 15 de março de 2014

CONSUMMATIO, ERGO SUM

O que marca a nossa época? Penso que seja difícil apontar único dado para representar este período de extrema liquidez, mas o consumo deveria ocupar um lugar reflexivo desta lista. O Brasil, desde o governo Lula viveu um momento de aquecimento econômico onde muitos passaram a ter acesso a elementos que antes não lhes pertenciam. O desejo que agora apetece faz comprar cada vez mais e mais. Segundo o pensador francês Gilles Lipovetsky para a Revista Veja "o consumo chegou a um patamar tão importante da nossa rotina que não basta apenas comprar. É preciso falar ostensivamente sobre produtos”. Podem todos não ter a mesma marca, mas farão o possível para ter algo parecido, similar ou do gênero. Se não posso com o originar uso o pirata. Não importa o limite, importante é ter! Mas até onde?

Na contra mão do consumo pirata vem as donas dos “originais”. Numa briga para frear o ilegal e forçar a consumir ainda mais a partir da próxima segunda-feira (17-mar-14) as operadoras de telefonia móvel começam a testar um novo sistema que irá bloquear chamadas feitas por celulares piratas, conforme aponta a Folha de S. Paulo. Mas a questão vai além, esta é a consequência, mas qual é o início de tudo?

O que nos leva a consumir? A gastar sem nos preocupar com o legal? A buscar justificativas para o ilegal?

Para contrapor com tudo isso quero partilhar um episódio de South Park, postado de maneira legal no YouTube, que brinca com as questões de consumo, da originalidade, do status e do poder.