terça-feira, 11 de março de 2014

A VONTADE DE NÃO ESTAR

Diários de Motocicleta

Casa: substantivo feminino, lar. Este foi o meu maior desejo na aventura da noite de segunda-feira. Voltando
de Massaranduba conheci um pouco das águas de março. Mas penso que peguei as águas todas acumuladas acompanhadas de muito vento. O sobro do céu me jogava para todos os lados. Com muita água realizei uma travessia interessante, um bairro chamado Sete de Janeiro. Lugar sem nenhum ponto público com abrigo, entre a mata que curvava-se pela ventania e pelas águas que tomavam conta da estrada em busca do escoar-se riscava rumo ao lar. Neste cenário aventurava-me em baixa velocidade desviando de galhadas e de pedras que pela água insistiam em rolar. Em algumas curvas surpreendido fui por encontrar outros veículos na mesma situação que a minha. A chuva fora tão forte que não enxergava metros, o que salvara a direção eram os raios que insistiam em me fazer companhia o tempo inteiro. Diante das anormalidades de transito o único desejo era chegar em casa e poder abrigar-me onde segurança é palavra com um sentido aconchegante.