quarta-feira, 4 de setembro de 2013

PRAZER E PODER




Talvez o Ocidente não tenha sido capaz de inventar novos prazeres e, sem dúvida, não descobriu vícios inéditos, mas definiu novas regras no jogo dos poderes e dos prazeres; nele se configurou a fisionomia rígida das perversões (...) Prazer e poder não se anulam; não se voltam um contra o outro; seguem-se, entrelaçam-se e se relançam. Encadeiam-se através de mecanismo s complexos e positivos, de excitação e de incitação.
(FOUCAULT, Michel. História da sexualidade I: a vontade de saber. 13ª Ed. Rio de Janeiro, Editora Graal, 1999, pág. 48)