segunda-feira, 17 de junho de 2013

UMA COPA NÃO SE FAZ SOMENTE COM ESTÁDIOS


Construção do VLT em Cuiabá/MT

O país vive num clima de oba-oba achando que a catarse produzida por meia dúzia de seleções é capaz de dar conta dos problemas que surgiram da não solução de se criar uma copa do mundo. E a população iletrada e “globalizada” aceita esta condição e lê os protestos apenas como uma onda de desordeiros. Lembro-me de discursos políticos da época da escolha sede, dizendo que a copa iria trazer benefícios para infraestrutura, para o país. Mas a pergunta é: onde estão estes benefícios? Os protestos em Brasília marcam justamente isto, não fora apenas um protesto contra o dinheiro público, mas tudo aquilo que foi apresentado e que não está pronto, se é que ficará pronta para as Olimpíadas, ou quem sabe a Copa América de 2019. Temos problemas sérios como a ampliação dos aeroportos; serviço de internet que possa atender a demanda; banco eletrônico para atender estrangeiros e segurança. Todos estes itens foram questionados pelo diário esportivo L’Equipe em 12 de junho de 2013: Brésil, dans um at tout rond. Pensar um país é pensar a mobilidade urbana, mas pelo visto, tudo se reduz aos 22 em campos. A população não quer uma Dubai, mas quer a aplicação dos projetos e melhorias para que se possam superar os problemas do dia-a-dia.
Qual será o legado da Copa?

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