terça-feira, 30 de abril de 2013

BRAVURA INDÔMITA



True Grit

Eu tenho uma lista de filmes premiados, comentados, que todos viram e que ainda não vi para ver. Este é um destes. Consegui vê-lo no FX no sábado 20 de abril. Fantástico. Recomendo que todos os que não viram que vejam e que os que viram vejam novamente. Uma vez só deixa em aberto muitas questões pertinentes que a história oferece para uma reflexão. A história é uma adaptação da obra de Charles Portis, escrita em 1968. A primeira filmagem fora feita em 1969 e esta é a segunda filmagem da história, feita em  2010. Confesso que procurei na rede a primeira filmagem, mas não a encontrei. Filme de um orçamento de 38 milhões de dólares arrecadou mais de 170 milhões, somente nos Estados Unidos.

O filme mostra a história de Mattie Ross que contrata um xerife beberão para vingar a morte de seu pai. Buscam capturar Shaney, mas entra na história um policial do Texas que está à procura do bandido por conta de uma recompensa. Os diálogos são fortes. Mostram uma jovenzinha que põe seus desejos acima de tudo. Mostra uma criança com uma visão de negócios para além de seu tempo. Teimosia é uma das virtudes da jovem e submente seus medos aos objetivos.

O filme começa com esta confissão: As pessoas não dão credibilidade que uma garota poderia sair de casa e sair no inverno para vingar o sangue de seu pai. But it did happen. Mas isso não aconteceu. I was just 14 years of age when a coward by the name of Tom Chaney shot my father down and robbed him of his life and his horse and two California gold pieces that he carried in his trouser band. Eu tinha apenas 14 anos quando um covarde pelo nome de Tom Shaney atirou no meu pai para baixo e roubou-lhe a sua vida e seu cavalo e duas peças de ouro da Califórnia que ele carregava em seu bolso. E é isto que surpreende. Como uma garotinha consegue dar crédito rompendo as barreiras históricas do interior conservador americano do século XIX? Talvez esta pergunta ficasse aberta até o final do filme, quando a personagem que narra a história, conta como está terminando sua vida, no fim é impossível compreender o começo. O fim é impressionando, mostra o não mostrável das tramas sem sentidos feitas pelo cinema americano. A história surpreende porque vai além do esperado. Figurinos e fotografias são espetaculares.

Detalhes técnicos:
Direção: Ethan Coen e Joel Coen
Roteiro: Joel Coen e Ethan Coen
Elenco central: Jeff Bridges, Hailee Steinfeld e Matt Damon