quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Um dia de poesias


Minto ao amor que sinto.
Somos casos irreais.
Dos sonhadores,
Com fantasias e com pesadelos,
Somos o medo,
Da morte sem corte
Que arrepia os pelos.
Mente.
Assim tem que ser,
Largamos o caminho
Que vivemos sem paixão
As trilhas de o eterno amanhecer.
Do medo.
O ódio se dobra.
No destino,
Impaciente obra.
Maltrata meus carinhos
E a tristeza ao peito se dobra.
LOPES, Marcio Ricardo. Meu céu. Blumenau: Nova Letra, 2009, p. 106.

Foi nesta página que abri ao acaso o livro de poesias. Foi-me um presente quase tão ao acaso quanto a página que abri. A filha do autor é minha aluna. E o brilho no olhar da moçoila ao falar da obra é fantástico, encantador e desperta a curiosidade. Perdi-me durante a leitura, viajei, gostei, pensei em muitas coisas. E como num passe de mágica a poesia que abri hoje vem a calhar com coisas que por ora venho pensando.