segunda-feira, 20 de agosto de 2012

O IDEB DA VERGONHA

Hoje vim pesquisar na net alguma matéria sobre o IDEB. E como sempre gosto, procuro ver os blogs em primeiro. Mas alguns conseguiram me irritar profundamente. O resultado do IDEB é vergonhoso. A educação brasileira está em recuperação pois não conseguiu atingir a nota mínima para aprovação. Se o IDEB fosse pensando, como é pensado o cálculo para aprovação aqui em Santa Catarina ela deveria frequentar os exames finais. E mesmo diante deste absurdo vejo alguns políticos “sem-vergonhas” virem à rede falar que suas administrações conseguiram bons índices. Que índices seriam esses? Trabalhar forte pela educação não uma melhoria insignificante, como estes números mostraram, mas é pensar uma política que crie base, que forme cidadãos autônomos, que tenham profissionais com qualidade de vida e de trabalho, e que cessem as indicões políticas.

Os resultados da vergonha deveriam fazer ser repensadas políticas públicas e não instrumentalizar o método do fracasso, já que alguns políticos em vésperas de eleição defendem a ideia de continuidade. É hora de rever métodos, é hora de rever propostas pedagógicas e é hora de rever políticas estruturais. Não se pode atribuir o fracasso ou o sucesso ao binômio estudante/professor, pensar escola é pensar para além, é pensar a sociedade. Mas também não podemos pegar número e torturá-los sobre dados estatísticos para sustentar uma plataforma política. E será isto que veremos no horário político brasileiro.

O IDEB não marca um avanço, mas marca uma estagnação da educação que é retrato de uma regressão que estamos sofrendo. Os avanços de classe que o famigerado governo PT tanto fala é na verdade um nivelamento por baixo de uma massa nada pensante que se acomoda com um falso poder de compra. Esta falsa ideia se instalou na mostragem de números que fazem muitos acreditarem que estamos no caminho certo. Ledo engano. Segundo o Sen. Cristovão Buarque (discurso em 12/08/2012 no parlatório do senado) “ensino não é como tijolo, que você para a obra, no outro dia você chega e põe o tijolo no lugar certo. Ensino, educação e trabalho são como o estado mental, intelectual e emocional do aluno. Eles vola às aulas degradados, depredados, desmoralizados” e mesmo assim alguns insistem em dizer que estamos no caminho certo.

Se este é o caminho não quero estar nele.