quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Alunos e estudantes

Não gosto de chamar os estudantes que tenho de alunos. Alguns pode até falar que o termo que usarei está em desuso, mas não concordo. Aluno, da junção de a negação e lux, luz, portanto um aluno é um alux. Negação da luz, que vive nas trevas. Brincando com Pitágoras, aluno poderia ser a tradução de “inimigo do saber”, um afilósofo. Alguns ainda falarão que a raiz verdadeira de aluno é alumnié, aquele que quer aprender. Mas opto pelo alux. Prefiro chamá-los de estudantes, aquele que quer estudar ou discente, do latim discere aprender.
Tudo isso para justificar um vídeo do mestre Rubem Alves que assisti ontem. Aqui está o link para a página do vídeo, na Globo News. Rubens é fantástico quando fala na escola dos tempos atuais, das novas metodologias, do conquistar o estudante. Mas o que fazer quando o indivíduo assume a postura de alux?
Se o individuo nega-se em tornar-se agente do processo de ensino-aprendizagem não há estímulos que posso penetrá-lo. Seu “eu” resolver negar a luz, está na escuridão e pior assume o desejo de estar e permanecer nas trevas do limbo que o levarão para o hades. E pior, perdemos tempo com estes e deixamos de avançar com aqueles que são sedentos do saber. Se não há vontade de pertença a lux não adianta discutir metodologia, teorias e tipo de escola, não haverá aprendizagem. Não adianta professor e escola estimular, discutir se o método tradicional ou libertário funcionará. Se o indivíduo assumiu a postura do não aprender (tornando-se um aluno, alux) será ensinar igual a cavar um buraco na areia submersa de um rio.